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Utah Jazz

Analisando o cenário de trocas do Utah Jazz

O que se passa na cabeça de Lindsey para melhorar o time?

Já passamos do dia 15 e caso você ainda não saiba, essa data marcou o dia em que os jogadores que assinaram um novo contrato com seus times, estão disponíveis para serem envolvidos em trocas. Se você é um torcedor de longa data do Jazz provavelmente já deve ter percebido que em TODA temporada as pessoas estão discutindo a permanência do Favors no time e bolando trocas o envolvendo.

Não é de hoje que Favors parece ser o alvo número um dos torcedores quando o assunto é troca, e não é porque ele é um mal jogador, ele é um ótimo jogador, mas ele é um ótimo pivô e felizmente (ou infelizmente para alguns) Gobert é nosso pivô titular. O que nos faz termos um excelente pivô no time, que poderia ser titular na maioria dos times da liga, tentando ser um stretch four no início dos jogos e jogando como pivô reserva no resto dos seus minutos em quadra.

Juntando o bom jogador que é Favors mais a possibilidade de obter um PF que desempenhe essa função melhor que ele, vemos comumente Favors como um bom asset a ser envolvido em trocas. Eu particularmente adoro o Favors, o jeito que ele joga, a forma com que ele lidou em perder o destaque no time e ficar muito tempo no banco sem fazer birra, sabendo que isso era o melhor para o time, e o jeito com que “silenciosamente” durante os jogos, ele desempenha o seu papel, e no final de tudo teve um partida absurda e bastante eficiente (por falar nisso essa é a temporada mais eficiente da carreira dele), eu amo este homem, mas entendo que se existe uma chance de melhorar o time com uma troca envolvendo-o, tem que ser feita, do mesmo jeito que entendi quando trocaram AB pelo Korver e Hood pelo Crowder.

Todo mundo adora trocas, elas movimentam a liga, podem trazer consigo uma reviravolta na história dos times envolvidos no restante da temporada, alimentam o sentimento de ansiedade dentro das pessoas para que seu time consiga fazer uma boa troca, ao mesmo tempo em que podem alimentar os sentimentos de frustração ou raiva caso o time não faça nenhuma troca ou faça uma troca horrível, trocas são SENSACIONAIS. É com base nisso que eu separei algumas trocas que julguei interessantes e que o Jazz pode fazer para melhorar o time, algumas mais fáceis de acontecer, outras mais difíceis e outras dependentes das decisões de outros times. Então vamos às trocas.

As mais fáceis de acontecer

Kevin Love, depois de Paul George na última FA, provavelmente é o nome mais comentado pela mídia e pelos torcedores, e é justo, o encaixe dele parece ser perfeito com o Jazz. Love jogando na posição 4 é um conjunto da NBA moderna com a NBA “raiz”, pode ser um stretch four jogando no perímetro, arremessando de três, trazendo espaçamento para as infiltrações do Mitchell e pode jogar perto do garrafão, pegando rebotes ofensivos, jogando de costas pra cesta, tudo isso somado a uma ótima visão de jogo e um ótimo passe, é o jogador perfeito para o Jazz.

A parte negativa que muitos poderiam levantar é em questão da defesa, Love não é nenhum Favors na defesa, muito menos um Gobert, mas uma coisa que eu percebo é que NÃO IMPORTA, a maturidade defensiva do Jazz chegou ao ponto em que não importa muito se um jogador um pouco pior defensivamente chegue ao elenco, isso não vai desmanchar a defesa. Nossa defesa chegou ao nível da defesa de Gregg Popovich, onde mesmo tendo jogadores como Aldridge e David Lee o time permaneceu sendo uma defesa exemplar. A boa defesa do Jazz não depende apenas de um só jogador, apesar de que Gobert colabora bastante no sucesso defensivo do time, a defesa do Jazz é um esquema funcional, com Hood no time fomos a melhor defesa da liga, com AB no time fomos a melhor defesa da liga, com Korver no time (que todos tiveram o mesmo receio), desde a chegada dele somos a melhor defesa da liga, isso mostra que a defesa do Jazz é mais que um jogador, e a vinda do Love não irá piorá-la.

Pois bem, porque o Cleveland trocaria o Love? Cleveland está em um processo de reconstrução, e a não ser que eles tenham como planejamento uma reconstrução de uma temporada, não faz sentido para o Love permanecer lá e gastar seus últimos anos jogando em alto nível em um dos piores times da liga. Faz mais sentido ao Cleveland trocar seus jogadores com idade avançada por picks e jogadores jovens prontos para evoluir, além de jogadores expirantes para sempre ter um bom espaço no cap.

Levando isso em conta pensei em duas propostas do Jazz para o Love. A primeira foi Rubio, Sefolosha e Allen pelo Love, podendo ter picks de primeira ou segunda rodada por parte do Jazz. Os salários batem isso não é um problema, Allen é um jovem jogador que está no primeiro ano e em um time que está em reconstrução ele é muito bem vindo. Sefolosha é um contrato expirante e, além disso, serve como mais um veterano no time para auxiliar no desenvolvimento dos jovens, principalmente do Osman. A única exceção que vejo para essa trade talvez seja o Rubio, o Cleveland tem muitos jogadores no seu backcourt, Sexton, Hood, Clarkson, AB, com essa troca ganhariam mais dois (Rubio e Allen), e não acho que só por ser expirante o Rubio vá agradar eles, pois como ele vai ser FA irrestrito, não os vejo tentando segurá-lo na próxima temporada.

O mesmo vale para Allen, sendo um SG, talvez o Cleveland não o queira só por ser jovem, o Jazz nesse caso poderia utilizar o O’Neale ou o Niang na troca. Outra proposta que pensei foi trocando o Rubio pelo Favors, diferentemente do Rubio Favors tem um contrato não garantido para a próxima temporada, ficando a critério do Cleveland, decidir isso e eu tenho quase certeza que o Cleveland ficaria com o Favors, como mencionei anteriormente, ele é muito bom e o Cleveland não tem tantos jogadores nessa posição e ninguém no nível do Favors.

O Cleveland tentará tirar o máximo de recursos que possam contribuir para a sua reconstrução, o que inclui as picks e jovens jogadores. Seria natural o Jazz mandar duas picks de segundo round ou uma de primeiro round nessa troca para obter sucesso. Por conta da boa relação entre Jazz e Cleveland essa troca pode acontecer, a chegada de Love poderia mudar o patamar do time tanto dentro de quadra como fora de quadra, com certeza atrairia o olhar e atenção de um maior números de jogadores na FA, afinal quem não gostaria de jogar em um time com Mitchell, Love e Gobert, não é Kemba?

Jabari Parker… É uma das grandes incógnitas da NBA, uns já desistiram, uns ainda acham que ele pode se tornar algo, mas uma coisa é certa, não dá para desistir de um jogador de 23 anos que já mostrou que tem muito talento. É fácil ver que ele não deu certo no Bulls, com tudo que acontece por lá não o culpo por isso, outro fato que é fácil ver é que seu salário é altíssimo, mas é apenas de uma temporada, sendo a segunda um team option. O Bulls apostou, nada demais para um time em reconstrução, eles poderiam ter conseguindo um futuro All-Star, vale a tentativa, mas talvez o Bulls não seja o time certo, a estrutura certa para Jabari desempenhar seu jogo da melhor forma.

Existem jogadores que demoram para engrenar, no nosso time temos Ingles, Exum (que ainda é muito jovem, mas evolui a cada temporada), mas basta encontrar o lugar certo para evoluir na carreira. Um exemplo recente é Austin Rivers, depois de uma passagem nada agradável no Wizards encontrou seu jogo no Houston e vem jogando bem desde então.

Portanto sim, eu acho que o Jazz pode ser o lugar em que Jabari vá deslanchar na sua carreira, deslanchar não significa ser um All-Star, mas significa extrair o seu máximo dentro de uma quadra de basquete. Favors por Jabari, uma troca simples, Favors visivelmente é o melhor jogador dessa troca, posso citar N motivos, mas Jabari Parker é o que apresenta ter um maior teto de evolução e como falei no início, iria desempenhar a função de stretch four melhor que Favors.

Contudo existe a opção do Jazz não tentar uma troca agora, esperar o Bulls dispensar o jogador e tentar a contratação do mesmo só oferecendo um contrato, como o mesmo já afirmou, ele já pensou em assinar com o Jazz.

Se o Jazz trocar o Favors, seja pelo Love ou pelo Jabari, a vaga de reserva do Gobert fica em aberto, tendo apenas Udoh como seu substituto. Tendo isso em mente eu pensei em um nome para o Jazz que seria muito interessante, Dewayne Dedmon. Dedmon tem 29 anos, tá no seu último ano de contrato, recebendo 7,2M de dólares, a parte interessante dele é que ele consegue arremessar do perímetro. O Jazz tem um elenco vasto, com os mais diversos tipos de jogadores, mas não tem um pivô que saiba arremessar, a adição de Dedmon traz algo novo e que pode mudar drasticamente o jeito de jogar do time em determinados momentos do jogo.

Atlanta é um time também em reconstrução, tendo um salário baixo, o Jazz poderia enviar uma pick, um veterano e um jovem jogador para adquirir o pivô.

O Washington Wizards

Este é o time que todos estão, pelo menos, com um pouco da sua atenção voltada. Muitos já esperavam que esse time iria implodir, não imaginavam que tão cedo, mas já era algo esperado. Após declarações dos jogadores e da “galera de cima”, esse é o time que mais pode mudar até o fim da deadline e quatro jogadores desse elenco podem parar no Jazz, mesmo que as chances sejam pequenas.

Wall é indiscutivelmente um jogador talentoso, todos o queriam nos seus respectivos times, mas todos nós sabemos do seu salário que vai saltar para 37M na próxima temporada. Vejo uma chance muito pequena, quase mínima, do Jazz tentar algo com o objetivo nele, seria uma situação de all-in para tentar ter maior destaque na conferência e em um cenário mais midiático. Portanto acho essa troca quase impossível de acontecer.

Por outro lado Beal tem um salário de apenas 25M e pelo basquete que ele joga, é um contrato muito bom. O problema é que não é apenas para o Jazz que Beal é jogador alcançável, todo time da liga que observa o Wizards tem como alvo número um Bradley Beal e existem times com mais assets que o Jazz para garantir o jogador, por exemplo o Kings, Lakers e o Pelicans.

Otto Porter é o jogador mais ligado ao Jazz desse Wizards, é um ala versátil, com um ótimo jogo do perímetro. Recentemente Brian Windhorst falou que o Jazz é um dos times interessados no jogador. Fazendo um overview ele é um ótimo jogador e que se encaixaria muito bem no time, o problema é seu salário, o Jazz teria que abrir mão de alguns jogadores para bater salário e isso me incomoda um pouco.

Usando a NBA Trade machine, uma ferramenta da ESPN para simular trocas, testei algumas trocas. A primeira é Otto Porter por Favors e Sefolosha, a segunda por Rubio, Allen e Sefolosha, a terceira Otto Porter, Jeff Green e Thomas Bryant por Rubio e Favors. Pra ser sincero, nenhuma dessas me agradou, poderia envolver picks, jogadores jovens, mas não me agrada ter Otto Porter com esse salário e pagando esse preço.

O último jogador é Markieff Morris, um jogador alternativo que eu gosto muito. Ele é expirante e tem um salário de 8,6M. Morris é um jogador versátil, forte, bom defensor, um ótimo stretch four. Ele não muda o time de patamar, mas traz mais profundidade ao elenco, e mais opções na forma de jogar. Uma proposta de troca seria Sefolosha mais Allen por Morris, Wizards ganham um contrato expirante e um jovem jogador com anos de evolução pela frente.

Sonhar não custa nada

Kemba Walker é o nome do sonho, uma troca por Kemba só é possível se o Hornets implodir e assumir publicamente que irão para um rebuild. Kemba é um ótimo jogador e um backcourt com Mitchell e Kemba seria extremamente divertido de assistir.

Ignorando a possibilidade do Hornets começar uma reconstrução, quais são as chances do Jazz em uma possível troca? Bom, não são muitos times na liga que precisam de um armador, olhando bem os times vemos Magic, Knicks, Detroit, Lakers, Wolves, Pelicans (talvez) e Suns. Entre os envolvidos eu penso que o Jazz conseguiria fazer uma proposta a altura, provavelmente o Lakers é o time com mais recursos, mas dificilmente eles fariam uma troca por um jogador expirante (já que tiveram a chance de fazer uma troca pelo Kawhi e não fizeram).

Em minha opinião, o que eu acharia viável o Jazz propor para conseguir Kemba seria uma pick de primeira rodada, Exum e um jovem jogador (O’Neale, Niang ou Allen). Outra opção seria Exum, Sefolosha e algumas picks, incluindo de primeira e segunda rodada.

Fazer uma troca por um jogador expirante é sempre um risco, simplesmente porque ele pode sair ao final da temporada, portanto para o Jazz fazer isso seria tudo ou nada, pois se el saísse ao final o Jazz teria perdido os seus melhores jovens jogadores que são peças importantes na rotação.

Os Alternativos

Para encerrar essa visão sobre o que o Jazz pode fazer nessa época de trocas, existem dois jogadores que não são estrelas, ainda não mostraram o que podem ser no futuro, não mudariam a cara de uma franquia, mas que seria extremamente interessante de vê-los no Jazz.

O primeiro jogador é um PF/C branco, draftado pelo Knicks, com mais de dois metros e quinze centímetros de altura, tem 23 anos e arremessa muito bem do perímetro. O jogador que vem a sua cabeça nesse momento é Porzingis certo? É o que viria na cabeça de uma pessoa normal, mas o jogador que estou falando é Luke Kornet.

Você provavelmente não conhece esse jogador, afinal quem decoraria o nome de um jogador com média de seis pontos por jogo, Kornet está no seu segundo ano no Knicks, tem médias de seis pontos, dois rebotes e uma assistência aproximadamente. Mas o que chama atenção é o seu aproveitamento da linha de três, 42.1% arremessando quando quatro bolas por jogo, tendo média de 14 minutos por jogo. Ele é um jogador ainda em desenvolvimento, peca em aspectos defensivos, mas é aquele tipo de jogador com mais de 7 pés e que arremessa do perímetro, quando o garoto esquenta é legal de assistí-lo.

O segundo jogador atende pelo nome de D. J. Wilson, outro jogador pouco conhecido, outro PF, outro jogador no seu segundo ano, mas draftado pelo Bucks. DJ Wilson é um stretch four, o que lhe faz ganhar destaque é seu jogo de perímetro, com 47% de aproveitamento nesse tipo de jogada.

Ambos os jogadores são jovens, 23 e 22 anos respectivamente, ambos não mudam o patamar do time, mas trazem consigo um futuro que me parece destacável, algo utilizável para qualquer time da liga, inclusive o Jazz, e no caso do Kornet, ainda traz consigo algo que o Jazz ainda não tem.

O último dia para a realização de trocas é no dia 7 de Fevereiro, até lá só nos resta esperar e aguardar até o último dia (que sempre é agitado) para ver se algo irá acontecer. Em um cenário perfeito o Jazz faria uma troca pelo Love, esperaria o Bulls dar buyout no Parker, então assinaria com ele e na próxima FA tentaria contratar o Kemba, na esperança de formar um big 4 com Kemba, Mitchell, Love e Gobert.

Parece um sonho quase impossível, mas quem sabe, sabemos que tem uma chance disso acontecer, mesmo que pequena, mas para nós meros torcedores de outro continente, só nos resta esperar e acompanhar as movimentações.

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