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Portland Trail Blazers

DECEPÇÃO E CRÍTICAS NOS BLAZERS

Desempenho negativo em pleno Moda Center (0-2) coloca pressão em Damian Lillard, CJ McCollum, Terry Stotts e Neil Olshey

SÉRIE COMPLICADA PARA OS BLAZERS

Jogo 1 New Orleans Pelicans 97 x 95 Portland Trail Blazers (Moda Center)

Destaques: Anthony Davis com 35 pontos e 14 rebotes e Jrue Holiday com 21 pontos e 7 rebotes; CJ McCollum com 19 pontos e 2 assistências e Jusuf Nurkic com 11 pontos e 11 rebotes.

Jogo 2 New Orleans Pelicans 111 x 102 Portland Trail Blazer (Moda Center)

Destaques: Jrue Holiday com 33 pontos e 9 assistências, Anthony Davis com 22 pontos e 13 rebotes e Rajon Rondo com 16 pontos, 10 rebotes e 9 assistências; CJ McCollum com 22 pontos e 6 assistências e Al-Farouq Aminu com 14 pontos e 15 rebotes.

ANÁLISE DA SÉRIE

Com péssimas atuações de Damian Lillard, inconsistências ofensivas e defensivas, o Portland Trail Blazers surpreendeu o seu torcedor negativamente nos dois primeiros jogos da série. Com 0-2, os Blazers terão que se reinventar, em Nova Orleans para se manterem vivos nos playoffs.

Raramente um time que perde as 2 primeiras partidas, em casa, consegue reverter a situação. Ainda mais quando o seu principal jogador está muito abaixo do que pode render e o treinador vem sendo cobrado pelos torcedores pelas fracas atuações na série e escolhas feitas.

No jogo 1 quando os Blazers baixaram a diferença de 17 para 1 ponto, Terry Stotts não pediu tempo em um ataque para organizar a equipe e, na sequência, com 3 pontos atrás, faltando 12 segundos, Stotts armou uma jogada para Meyers Leonard que não havia participado do jogo até o momento.

Leonard foi desarmado e a bola saiu no fundo quadra (ainda com a posse de bola para os Blazers), com 9 segundos. Um novo pedido de tempo e outra vez, Stotts preferiu uma infiltração com Pat Connaughton que levou o toco de Jrue Holiday, ao invés de, nestas duas oportunidades, traçar uma jogada para CJ, Lillard, Aminu ou Collins chutar para 3 pontos, além disso, Stotts optou por deixar Jusuf Nurkic muitos minutos no banco de reservas (desde a metade do 3º quarto até 7 minutos restando para acabar o último quarto).

Os críticos subiram o tom quando no jogo 2, ao ver Lillard cometer 7 turnovers e muito abaixo, Stotts não utilizou Shabazz Napier, além de não ter dado mais tempo de quadra para Maurice Harkless e Zach Collins, jogadores que estavam contribuindo mais para os Blazers e trazendo a intensidade que a equipe do Oregon precisava no momento.

Shabazz Napier, uma das soluções no banco dos Blazers

Outro ponto muito comentado pela imprensa e torcedores dos Blazers foi a falta de organização nas jogadas ofensivas. Os Blazers pareciam uma equipe iniciante em playoffs, sem nenhum trabalho coletivo, pick and roll, bloqueios, nada, era retomar a bola da defesa sair correndo para a quadra de ataque e arremessar, muitas vezes marcado.

A falta do jogo mais coletivo chamou a atenção de todos que acompanham a série, principalmente no jogo 2. A oscilação de momentos bons e ruins também foi comentada pela imprensa norte-americana: “Não é uma característica de uma equipe que terminou em 3º no oeste, vencendo a sua divisão (noroeste)”.

Como ressaltamos, a série seria equilibrada e os Blazers precisariam da dupla Lillard e Cj, bem como, de uma defesa sólida e que soubesse trabalhar o jogo coletivo, evitando turnovers e contando com os reservas (Shabazz Napier, Zach Collins e Ed Davis).

Damian Lillard marcado por Jrue Holiday

Todos que acompanham os Blazers sabem que Jrue Holiday costuma jogar bem (assim como Ian Clark), principalmente contra Evan Turner, e que Rondo é um jogador experiente (de playoffs) que organiza muito bem os times por onde passou. Anthony Davis é acima da média, mas possível de ser anulado se o time dos Blazers forçarem o jogo nele (pendurando o líder dos Pelicans em faltas).

O único fator positivo na série é que os Blazers conseguiram manter a média da temporada regular e vencer a batalha de rebotes. No jogo 1, os Blazers tiveram 52 rebotes contra 49 dos Pelicans, e no jogo 2, foram 45 a 43.

Infelizmente, para Rip City, os Blazers sucumbiram nos jogos em casa. Agora terá toda a pressão de vencer para se manter vivo no Smoothie King Center, a casa do New Orleans Pelicans.

Na temporada regular, os Blazers venceram os Pelicans, como visitante, em uma partida que Damian Lillard anotou 20 pontos somente no último quarto, e a equipe conseguiu através da defesa virar o jogo e vencer. Por isso, é que se questiona a forma como Stotts irá jogar, uma equipe mais cadenciada, que distribui melhor a bola e utiliza o seu banco, ou concentrando o jogo em Lillard e CJ? É importantíssimo para os Blazers recuperar a confiança e ter inteligência (paciência) na organização do time para voltar a vencer.

O maior questionamento está em torno de Evan Turner. O jogador que se colocou como questionável (devido a uma lesão no dedo do pé), é o mais criticado. Com Turner, os Blazers tem média de 93,6 pontos por jogo, sem ele, os números sobem para 111,8 pontos. Além desses dados, os turnovers é uma marca negativa do SF dos Blazers, onde está sendo chamado de “Turnover”. A cobrança é para que Maurice Harkless entre como titular e ganhe mais tempo em quadra.

A contratação de Turner é criticada desde a temporada passada, pelo valor (17 milhões) e tempo de contrato (5 anos). Por isso é que o general manager, Neil Olshey, também está sendo questionado e o desempenho dos Blazers nesta série será fundamental para definir o futuro de Olshey e Stotts.

PRÓXIMOS JOGOS DA SÉRIE

Jogo 3 – Portland Trail Blazers x New Orleans Pelicans (Smoothie King Center), 19/04 às 22h – com transmissão do SPORTV 3.

Jogo 4 – Portland Trail Blazers x New Orleans Pelicans (Smoothie King Center), 21/04 às 18h – com transmissão do SPORTV 2.

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