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Indianapolis Colts

DOMINANTE!

Colts amassa o Texans no primeiro tempo, administra o segundo e irá enfrentar o Chiefs na rodada divisional

Faaaaala#ColtsNation

Embora a temporada seja de reconstrução e o time não tenha muitos nomes conhecidos, Indianapolis, a cada jogo que passa, aparenta estar pronto para se tornar um verdadeiro candidato ao Super Bowl. Na vitória por 21-7 sobre o Texans, em Houston, pelo WildCard, a equipe controlou as ações, executou com perfeição o excelente plano de jogo e praticamente não sofreu.

A partida se iniciou com o Colts mostrando ao que veio: o drive de abertura teve pouco mais de quatro minutos, 9 jogadas, boas corridas, conversões de terceira descida, passe em profundidade para TY Hilton e TD de Eric Ebron, ou seja, estiveram reunidos praticamente todos os trunfos de Indy nessa temporada. Em seguida, 3&out do Texans e outra campanha sólida do Colts, com mais de cinco minutos e um TD de Marlon Mack. Assim, rapidamente, Indianapolis já liderava o placar por 14-0 antes do fim do primeiro quarto.

Ainda no segundo quarto, o Colts voltaria a anotar um TD e, após parar o ataque do Texans em duas tentativas de quarta descida, Indianapolis foi para o intervalo liderando o placar em 21-0. No segundo tempo, o time usou muito o ataque terrestre para gastar o máximo de tempo possível, enquanto a defesa foi impecável e cedeu apenas um TD ao Texans (em uma marcação muito controversa, pois o WR de Houston teria sofrido um fumble na linha de goal, o que daria a bola de volta para Indy).

Ataque

Alguns desempenhos no jogo contra o Texans precisam ser destacados. Individualmente, o maior deles foi o de Marlon Mack. A defesa de Houston era apenas uma das 3 da NFL que não permitiu 100 jardas por um único corredor durante a temporada regular, no entanto, o RB do Colts correu para 148 jardas, em 24 carregadas, além de anotar um TD.

A excelente partida de Marlon Mack também se deve à ótima atuação da linha ofensiva do Colts, que além de criar espaços para que o RB pudesse correr, também deu tempo no pocket para que Luck encontrasse seus recebedores. O QB de Indianapolis foi muito bem no primeiro tempo e teve uma atuação discreta no segundo. Luck terminou o jogo com 222 jardas, 2 TDs e 19 passes completos em 32 tentados.

Entre os recebedores, Hilton, mais uma vez, teve uma boa atuação contra Houston, sua maior vítima, terminando o jogo com 85 jardas em 5 recepções. Outro destaque foi Dontrelle Inman, WR que começou a temporada com muitos drops, mas que melhora a cada semana e vem chamando a atenção por executar muito bem rotas “sluggo”, quando o recebedor finge um corte para dentro e volta sua direção no sentido da endzone.

Defesa

Defensivamente, o Colts estava munido de um ótimo plano de jogo e sabia muito bem os pontos fortes do adversário. Embora Deshaun Watson tenha conseguido correr para alguns first downs na segunda etapa, no primeiro tempo ele foi completamente apagado. A defesa de Indianapolis se preocupou inicialmente em fechar o box para as corridas de Houston, deixando Watson em situações óbvias de passe, momento em que ele era muito pressionado, especialmente pelos lados. Inúmeras foram as oportunidades em que o Colts mandou “corner blitz” com Kenny Moore. Moore, inclusive, também foi responsável por uma interceptação importante no primeiro tempo.

Próximo jogo

O maior desafio da temporada para Indianapolis, sem dúvida, será o Kansas City Chiefs. Além de ter tido a melhor campanha da AFC, o adversário conta com um ataque muito explosivo, recheado de grandes talentos, além de jogar em um dos estádios mais hostis e barulhentos da NFL. A pergunta que fica é: como parar Patrick Mahomes, o provável MVP da temporada?

Não há resposta certa, mas talvez existam algumas alternativas. A primeira delas não está, de fato, na própria defesa do Colts, mas sim no ataque. A melhor maneira de diminuir o impacto de um bom QB é não deixá-lo em campo, por isso, caso Indianapolis consiga correr bem com a bola, converter terceiras descidas, controlar o relógio e se manter em campo, Mahomes, consequentemente, não terá muito tempo e nem muitas oportunidades de pontuar várias vezes. É importante que o Colts execute isso, porque não é uma boa ideia ir para o “tiroteio” fora de casa contra um ataque que possui jogadores como Tyreek Hill, Travis Kelce e um QB que passou para mais de 5000 jardas e 50 TDs.

Outra coisa que Indianapolis pode tentar executar para diminuir o impacto de Mahomes é deixá-lo e pressioná-lo dentro do pocket, pois o QB é ainda mais perigoso quando sai para improvisar e passar a bola em movimento. Já o que o Colts não pode fazer é marcar em zona em cerca de 75% das jogadas, como tem feito. Caso o faça, fatalmente, o ataque comandado por Andy Reid encontrará os espaços para avançar a bola pelo campo.

Se por um lado o ataque do Chiefs é o melhor da NFL, a defesa é uma das piores e, talvez tenha como o único trunfo um forte pass rush. Jogadores como Justin Houston, Dee Ford e Chris Jones são responsáveis por trazer pressão ao QB adversário em 40% das terceiras descidas, sem a necessidade de blitz (que são usadas em apenas 15,6% das terceiras descidas). Felizmente para o Colts, a linha ofensiva tem se mostrado capaz de conter excelentes pass rushers, como foi o caso da última partida contra o Texans, em que Indy enfrentou Jadeveon Clowney e JJ Watt. Por isso, Indianapolis precisa correr com a bola para controlar o relógio, mas também desafiar a frágil secundária do Chiefs e passar a bola em profundidade sempre que puder.

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João Junior

Uberlandense (MG), nascido em 1996. Estudante de jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Amante de futebol, futebol americano e basquete.

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