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Miami DolphinsSem classificação

E MAIS UMA VEZ TUDO RECOMEÇA EM MIAMI

Fim de Linha para Ryan Tannehill em Miami?

Será a 4ª reconstrução em 11 anos

Algumas coisas nunca mudam em Miami. E isso é bem chato, se querem saber. Entre a sua fundação, em 1966, e 1994 o Miami teve apenas 2 Head Coachs. O primeiro ninguém lembra, mas o segundo é o mítico Don Shula, que recentemente completou 89 anos de idade. Para os que não o conhecem, ele é – dentre outras coisas: o primeiro Coach de um time da AFC a ganhar Super Bowls seguidos, o único a ganhar um sem derrotas ( ri ai Belichick!!!! ), o que tem o maior número de vitórias, o único a ter varrido um rival durante toda uma década ( os Bills nos anos 70 )… são muitos feitos. Mas depois que ele saiu. O Miami teve outros 10 Head Coachs. E isso em 24 temporadas. Ou seja, Miami nunca mais teve uma estabilidade no Comando. E não parece que conseguiremos isso no curto prazo, quando encaramos outro processo onde tudo recomeça. Ou quase.

Para não voltarmos tanto no tempo, foquemos no período do atual Dono da Franquia, Stephen Ross. Brian Flores deve ser anunciado na segunda-feira como o 13º Head Coach da História da Franquia. Não falarei muito dele nesta coluna, mas eu não gosto da contratação. Quero que fique bem claro a todos. Flores será, portanto, o 4º Head Coach que servirá o Miami desde que Stephen Ross virou o manda chuva. Ele começou comprando 50% da ações de Wayne Huizenga recentemente falecido no fim de 2007 ( o que parecia algo legal na época, pois parecia sinalizar novos tempos ). Depois em 2009 comprou outros 45%, ficando o ex-proprietário com 5% hoje destinados a seus herdeiros. O HC da época era o também recentemente falecido Tony Sparano. Entre ele e Joe Philbin, o segundo, teve uma patetada homérica de Ross em 2011 , que saiu de Miami até São Francisco para contratar Jim Hargaugh, então Head Coach de Stanford e de um tal de Andrew Luck. Arrojo, decisão, visão de futuro… nada disso, ele foi apenas conversar com Jim e não tinha demitido Sparano, que ficou sabendo de tudo pela imprensa.


Sparano ficou “fortalecido” numa coletiva no dia seguinte e foi demitido depois de o time fazer 0-5 em 2011. Pois é, a NFL nunca pareceu tanto com o Futebol Brasileiro. Ai veio 2012 e o time escolheu Joe Philbin, o que parecia uma boa escolha, diga-se de passagem. Mas tem uma história, sempre tem: o Miami entrevistou Brett Bielema, então Head Coach de Wisconsin ( de um certo QB chamado Russell Wilson, pouco comentado a época ). E ele era, pasmem, o favorito para o Cargo, tanto de Ross quanto do então General Manager, Jeff Ireland. Detalhe: Ireland era da turma de Bill Parcells que fora uma espécie de “homem do presidente” entre 2008 e 2010, mas quando este saiu e Sparano foi demitido, por algum motivo inexplicável ( ou não ) ele foi mantido no Cargo. Quando da Entrevista com Bielema, ele batera o pé para levar seu QB no College para a NFL. Rolam boatos de que ele falara que venceriam vários Super Bowls com ele e o QB no time. Ireland riu, disse que a NFL não era a NCAA e descartou Bielema. O resto é história. Triste.

Quem escolheu quem em 2012?

Ainda sobre 2012, um adendo: até hoje não sabemos se foi Philbin quem definiu a escolha de Ryan Tannehill ou o contrário. E nem se a péssima escolha de Mike Sherman – HC de Tannehill em Texas A&M teria definido o Draft de Tannehill ou o contrário. O que sabemos é que Philbin teve negada a vontade de draftar Derek Carr em 2014, por entender que Tannehill não servia para FQB e ele, Philbin queria manter o cargo. Os Raiders draftaram Carr e nós ficamos com Tannehill até hoje. E é claro que Philbin perdeu o emprego durante a temporada de 2015.

Veio 2016 e o Miami Dolphins foi atrás de uma mente brilhante de ataque. Parecia correto, certo? Não é bem assim, porque Adam Gase não fora contratado para montar um esquema vitorioso, mas sim para dar um jeito em Tannehill. E Stephen Ross, claro, fez das suas: vetou a contratação de Coordenadores “caros” para o ataque e – sobretudo – a defesa. Foi assim que ficamos com Matt Burke por 2 anos após a saída de Vance Joseph para os Broncos, sabe-se lá porque. Em 3 anos o ataque não evoluiu nada, a defesa virou uma peneira e os massacres seguiram os mesmos. Mas Flávio, Gase foi a post-season em seu primeiro ano. É foi, para ser surrado pelos Steelers e depois doar aos Eagles o maior responsável pela ida a post-season: Jay Ajayi. E de não fazer o menor esforço para manter o único All-Star do ataque, que era Jarvis Landry. E isso sem falar em trazer figuras como Jay Cutler e Brock Osweiller para o time, por eles “conhecerem” seu esquema de jogo.

E tudo recomeça outra vez…

Agora iremos voltar tudo de novo. E eu nem falei tudo, porque tem contratações insanas, renovações absurdas e doações inexplicáveis, como a de Brandon Marshall em 2012 para os Bears por duas escolhas de terceira rodada para não milindrar Tannehill com cobranças excessivas. Ou o Bullying Gate. E o que dizer das escolhas erradas de Draft? Figuras como Pat White, Dion Jordan, Jared Odrick, Charles Harris, Jonathan Martin e cia. Não cabe tudo nem em 2 textos, quiçá em um só.

É tudo isso que veremos mais uma vez. A quarta, só na era Ross. Que caso não tenham percebido, parece-se muito com o Pateta da Disney.

#phinsup #rebuild #tôdesacocheio

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Flavio Vieira

Fanático torcedor dos Dolphins, Lakers ,Yankees, Rangers (NHL) e LA Galaxy. Formado em História, blogueiro e comentarista esportivo/político na Cidade Salgueiro, onde resido desde 1982. Nasci em São Bernardo do Campo, onde aprendeu com o pai a ser torcedor do Santos.

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