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NA NL WEST, DODGERS TENTAM DISPARAR MAIS UMA VEZ

São apenas 2 jogos de vantagem para D’Backs e Padres, e os Dodgers acabam de entregar um jogo que parecia sob controle contra os Giants, desperdiçando a chance de continuar abrindo a diferença. Dito isso, para quem tem assistido os times da NL West, o momento é todo de LA.

Los Angeles Dodgers (20-13)

O jogo de 2ª-feira deixou claro qual o maior (e único) problema da equipe: o bullpen. A ponte entre os titulares e Kenley Jansen continua instável, com exceção de Dylan Floro, que ainda não cedeu corridas em 11 entradas. Mas até ele deixou a desejar. Contra o fraco ataque dos Giants e em busca da 5ª vitória seguida, LA liderava por 2-0 após 6 entradas. Eis que entram em cena Stripling e Floro. Ao cederem 3 rebatidas e 2 walks em 1 inning, a dupla demonstrou do melhor modo possível o calcanhar de aquiles do time.

Já a rotação vem, em sua maior parte, muito bem, incluindo Ross Stripling, que acabou de voltar ao bullpen numa tentativa de melhorá-lo. O problema é que entre as lesões de Kershaw e Ryu, a falta de quilometragem de Urias e Buehler e a idade de Rich Hill, ter um bullpen sólido é quase obrigação.

Por fim, o ataque vem mais quente do que nunca, liderado por Cody Bellinger. Sophomore slump deixada para trás, Bellinger é o melhor rebatedor da liga até o momento, com .427 avg e 14 HR e 37 RBI (os dois últimos recordes históricos no mês de abril). Mais assustador ainda é pensar que o resto do ataque do Dodgers não vem lá essas coisas, com Seager, Pollock e até Turner ainda patinando.

Bellinger, com 14 HR e 37 RBI, teve possivelmente o melhore mês de abri da história. Fonte: David Schoenfield / ESPN

Arizona Diamondbacks (18-13)

Seria o Diamonbacks aquela famosa vaca em cima da árvore? Ninguém sabe como chegou lá, mas todos têm certeza que vai cair. Talvez não seja para tanto, talvez tenhamos exagerado o abismo dos D’Backs. Não existe ninguém fora do normal na equipe, o que leva a crer que algo em torno de 50% pode ser sustentável.

No ataque, a semana basicamente se resumiu a Eduardo Escobar, que teve .450 avg e 2 HR, chegando a 5 no ano. Mas ao longo do ano, a ajuda tem sido mais frequente, com Peralta e Adam Jones trazendo experiência e estabilidade ao time, enquanto Christian Walker trata de cumprir o papel de power hitter deixado por Goldschmidt. Walker sempre teve potência das Minors, com ao menos 18 HR em cada um dos últimos cinco anos, mas foi só em 2019 que tudo parece ter se encaixado para ele nas Majors.

Adam Jones vem revivendo sua carreira no deserto do Arizona. Fonte: Joe Sargent / Getty Images

San Diego Padres (18-14)

Os Padres vem mostrando a inconsistência típica de um time cheio de garotos. De 10 a 29 de abril, foram 4 vitórias em sequência, seguidas de 6 derrotas. Após isso, mais 5 vitórias consecutivas, e mais 2 derrotas. O saldo final é positivo, mas essa não é a receita para o sucesso. Mas também, não era para os Padres já estarem competindo. Muito menos para tudo isso acontecer enquanto Manny Machado bate míseros .236 avg.

Até agora, o ataque foi liderado pelo menino prodígio, Tatis Jr., com .300 avg e 6 HR, mas uma lesão no músculo posterior da coxa, aquele do Romário, o tirou do jogo domingo. Fica a esperança de um retorno rápido e sem recorrências.

No montinho, outro prodígio, Chris Paddack, vem se provando o verdadeiro ace da franquia, com 1.91 ERA em 6 jogos, seguido por Matt Strahm (3.03 ERA) e Nick Margevicius (3.23). Lauer e Lucchesi, que foram nomeados co-aces na pré-temporada, são na verdade os pontos fracos até agora. Sorte dos Padres que o bullpen liderado pelo closer Yates e seus fiel escudeiro Stammen vem fechando porta atrás de porta.

O closer Kirby Yates e suas 13 saves e 0.60 ERA dão a garantia necessária aos garotos da rotação. Fonte: Scott Taetsch / Getty Images

Colorado Rockies (15-17)

As lesões não ajudam. Para piorar, o ataque começou o ano mais frio que o inverno de Game of Thrones. Com o retorno de Murphy e McMahon, as coisas vão pouco a pouco voltando ao normal. Os Rockies são quase o oposto dos D’Backs. Ninguém sabe como estão aqui embaixo, mas o certo é que o lugar deles é em cima da árvore.

Na rotação, German Marquez vem se firmando como o ace da equipe. A altitude vai sempre derrubar os números dos pitchers, mas é só olhar para German Marquez fora de casa para ter uma idéia do seu talento. Em 22 entradas, apenas 6 rebatidas e 1 corrida cedida. Outro que surpreende é Jon Gray, o ex-ace que parecia sofrer de amnésia. Nome da equipe em 2017, Gray teve um ano terrível em 2018. A versão 2019 parece muito mais próxima daquela de 2017, com 3.65 ERA e desempenho semelhante em casa e fora.

German Marquez pode ser o ace mais potente que os Rockies já tiveram. Fonte: Brynn Anderson / AP Photo

San Francisco Giants (13-18)

Os Giants de algum modo venceram 13 partidas jogando apenas com a rotação e o bullpen. O quarto pior ataque da liga em corridas e HRs está batendo apenas .214 avg como um time. É evidente que Longoria, Crawford e Panik não vão ficar todos abaixo de .210 avg no ano, mas é preocupante que estejam aí por um mês. Aliás, o líder em .avg é Buster Posey em má fase, com .250. E mesmo incluindo reservas, só Sandoval está melhor.

Na rotação, acredite se quiser, mas Jeff Samardzija é o melhor até agora. O Shark tem 2.53 ERA em 6 jogos, e finalmente parece alguém que vale $18 milhões. A torcida dos Giants só fica na torcida para que ele não seja outra vaca em cima da árvore. E a situação da equipe seria ainda pior não fosse um dos melhores bullpens da liga, com 3.23 ERA. De Will Smith a Trevor Gott, de Melancon a Nick Vincent, o que não falta são braços capazes. Inclusive, não se espante se em breve um ou dois desses relievers sejam trocados por reforços no ataque. 2019 não será um ano de playoffs, mas quanto antes o time de 2020 começar a se formar, melhor.

O tubarão reinventou seu arsenal de arremessos e vem em sua melhor fase desde 2016. Fonte: Lachlan Cunningham / Getty Images

Conclusão

E aí, caro torcedor? O que está achando da NL West até agora? Será que teremos um ano fácil para os Dodgers, ou existe algum outro time capaz de ir buscar os líderes? E Cody Bellinger, com quantos HR vai terminar o ano?

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H. Gonçalves

Henrique Gonçalves é fã dos San Francisco Giants desde 2002, quando começou a acompanhar a MLB vendo seu time perder a World Series. Não desistiu e hoje colhe os frutos do sucesso dos Gigantes!

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