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ONDE HÁ FUMAÇA HÁ UMA NOVA ARENA

Depois de anos de novela e da real ameaça de realocação da franquia do Flames, foi alcançado um acordo entre seus proprietários, a cidade de Calgary e o Centro de Exposições Stampede para a construção de uma arena novinha em folha, menos de um quilômetro ao norte do atual Saddledome.

E o acordo não veio sem controvérsia. Semana passada o Conselho escutou a proposta e mostrou-se favorável a ela, mas adiou a votação por uma semana para ouvir a opinião dos cidadãos.

O Lobby foi forte de parte a parte. Veículos de imprensa de toda Província de Alberta publicaram artigos prós e contra o acordo, a maioria contra, alegando que: a cidade não deve liberar dinheiro dos pagadores de impostos para uma instituição privada que visa o lucro; o prazo para manifestação dos cidadãos deveria ser de, no mínimo, 30 dias; os termos negociados por Calgary estariam bem aquém daqueles negociados por Edmonton com os Oilers. Como exemplo, enquanto a cidade de Calgary terá direito a 2% de toda bilheteria da nova Arena, a cidade de Edmonton fica com cerca de 10%. Não mencionam, no entanto, que o aporte direto de dinheiro na construção pela cidade foi bem superior.

Há muita discussão sobre as contrapartidas, que os detratores do acordo dizem estar superdimencionadas. O incentivo para os esportes amadores no valor de Can$ 75 milhões, por exemplo, já é dado pelos Flames, não podendo ser contabilizado. A estimativa de aumento no recolhimento de impostos também levaria em conta mera expectativa.

O prefeito de Calgary, muito crítico ao acordo quando assumiu, declarou-se extremamente satisfeito e defendeu que o mesmo garantia que o dinheiro público utilizado gerará benefícios para a cidade e servirá como âncora para a revitalização de uma área degradada, devolvendo-a aos cidadãos de Calgary.

Em linhas gerais, cidade e franquia dividem os custos da arena 50-50, com Can$ 225 milhões para cada um. O Flames controlará as operações da arena por 35 anos, dividindo sua utilização com o time de Lacrosse e a equipe do Hitman, da WHL. O Flames também pagara Can$ 3 milhões por ano, nos primeiros 5 anos, além de 2% da bilheteria de todos os eventos sediados na nova arena.

CEO do Calgary Stampede também se mostra entusiasmado, não só com a Arena, mas toda revitalização do entorno, afirmando que tamanha transformação em um bairro degradado costuma demorar cerca de 20 anos para se concretizar e que o região de East River fará em apenas 5, com a Arena, centro de exposições, construção da linha verde de trens urbanos entre outras construções que virão.

Espera-se que a arena esteja pronta para a temporada 24/25.

Notícias da offseason

A Offseason está devagar em Calgary, após algum tempo a franquia voltou a escolher na primeira rodada do Draft, tendo selecionado com a 26a. escolha o LW Jakob Pelletier.

Na free agency a única assinatura mais notável foi do goleiro Cam Talbot, bem como a partida de Mike Smith. 6 por 1/2 dúzia? O tempo responderá.

Sam Bennett foi muito especulado fora do Calgary, mas renovou por 2 anos e terá nova oportunidade para deslanchar.

Posteriormente o Flames trocou contratos podres com o irmão bastardo de Alberta, mandando James Neal pra Edmonton e recebendo Lucic.

Por fim, tentando liberar espaço para a renovação de Matthew Tkachuk e Andrew Mangiapane, o Flames deu buy out no contrato de Michael Stone.

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Gustavo Macieira

Fã de hóquei desde Mário Lemieux Hockey pro Sega Genesis e torcedor fanático dos Canucks desde 2011, depois de virar a casaca e deixar de torcer pro New York Rangers.

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