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O EFEITO A.J. POLLOCK

Produzindo como um MVP, o que esperar do nosso Center Fielder?

Foto: Jennifer Stewart/Getty Images

Boa noite, rattlesnakes de todo o Brasil e do mundo, como vão vocês? Em Arizona, embora tenhamos perdido os últimos dois jogos em casa contra os Dodgers, acabamos por vencer la décima! Mesmo perdendo no primeiro jogo, nos recuperamos e vencemos os dois últimos jogos – e a série – contra o Houston Astros. Hoje, contudo, não vamos falar tanto das vitórias do time na semana, mas dessa temporada absurda que o candidato a Most Valuable Player está fazendo por nós: senhoras e senhores, A.J. Pollock.

The early years

Antes de falarmos do que está sendo essa temporada monstruosa do nosso querido Hit Painter, temos que voltar aos primórdios do que tem sido A.J. Pollock em Arizona (e em sua carreira). Afinal, para sabermos do que ele pode produzir, temos que saber o que ele já produziu, certo? Draftado pelo nosso Arizona Diamondbacks no #17 pick overall do draft amador de 2009, o garoto sempre foi considerado um excelente prospecto. De fato, Pollock precisou de apenas dezoito meses para alcançar a Double A e de trinta meses a Triple A.

Foto: Al Drago/Burlington Times News

Com ótimos números em 106 jogos na Triple A de 2012 (.318 AVG, .369 OBP, .411 SLG, .351 wOBA, 105 wRC+, 3 HR, 21 SB, 11.0% de Strikeout rate e 6.8% de Walk rate), o garoto teve seu primeiro teste na MLB no mesmo ano: em 31 jogos, manteve números aceitáveis, ainda que não dominantes (.247 AVG, .315 OBP, .395 SLG, .305 wOBA, 85 wRC+, 2 HR, 1 SB, 11.8% de Strikeout rate e 9.7% de Walk rate). Dessa maneira, Pollock garantiu seu lugar no Main Roster em 2013.

Embora tenha feito um Spring Training médio em 2013, Pollock se tornou titular no campo externo em Arizona. Em um ano onde os D-Backs foram bem abaixo do esperado, o rookie de Connecticut cumpriu suas expectativas ofensivamente (.269 AVG, .322 OBP, .409 SLG, .321 wOBA, 98 wRC+, 8 HR, 12 SB, 17.0% de Strikeout rate e 6.8% de Walk rate). Além disso, foi excelente defensivamente, com um DefWAR de 6.4. Seu WAR geral acabou por ser de 2.3, um número aceitável para bom.

Break-out incoming!

Em seu Sophomore year, em 2014, A.J., agora Center Fielder oficial da equipe, começou inegavelmente muito além do esperado. Um início avassalador no bastão fez o que parecia ser um break-out season, com números de perennial MVP. Contudo, Pollock o que passaria a ser recorrente em sua carreira começou a acontecer: uma onda de lesões. Assim, tal onda freou completamente seu ano, fazendo-o perder o que seria uma indicação ao All-Star Game e, consequentemente, meses de baseball.

Pollock encerrou 2014 com um small sample size de apenas 75 jogos no bolso. Contudo, apresentou números excelentes around the table (.302 AVG, .353 OBP, .498 SLG, .372 wOBA, 134 wRC+, 7 HR, 14 SB, 16.0% de Strikeout rate e 6.6% de Walk rate), alcançando 13.1 Offensive WAR, 4.9 Defensive WAR e um sólido 2.9 WAR total, mesmo com menos de meia temporada completa.

Todos estavam com grandes expectativas em Pollock, em caso de saúde, no ano de 2015. Saudável por toda a temporada, Pollock simplesmente passou por cima de toda a competição. Em seu terceiro ano completo de Major League Baseball, foi votado para jogar o All-Star Game, alcançou a 14ª posição na NL MVP Race e, last but not least, conquistou seu primeiro Golden Glove (prêmio para melhor defensor de sua posição).

Foto: Mark J. Rebilas

Polloquinho terminou o ano com 157 jogos (.315 AVG, .367 OBP, .498 SLG, .371 wOBA, 131 wRC+, 20 HR, 39 (!) SB, 13.2% de Strikeout rate e 7.9% de Walk rate), tendo um Offensive WAR de robustos 31.0, um Defensive WAR de 11.9 e um excelente 6.8 WAR total, consolidando assim sua posição como um dos melhores outfielders da liga e criando uma expectativa ainda maior para 2016.

 

Break-out incoming…

Foto: Sports Illustrated

Infelizmente, não é bem o break-out de 2014 e de 2015 não. Como havia ocorrido na segunda metade de 2014, Pollock passou a sofrer muitas lesões. Muitas. E o auge disso foi na temporada de 2016: com altas expectativas, Pollock jogou apenas doze jogos pelo D-Backs. O break-out (dessa vez por quebrar mesmo) veio antes da temporada regular, com uma lesão no cotovelo direito – fratura – que o deixou fora do time – que fracassou horrores nesta temporada – até o dia 26 de agosto. Pollock chegou a voltar a jogar; contudo, sofreu outra lesão e jogou apenas doze jogos na temporada. Pollock terminou 2016 com números inexpressivos demais para expor, sendo sincero.

Em 2017, Pollock mais uma vez sofreu com lesões, apesar de não terem sido tão sérias. Algumas trips à Disabled List fizeram com que A.J. ganhasse o rótulo de “jogador de vidro”, com méritos. Apesar de ter sido um ano conturbado por lesões, Pollock foi produtivo, chegando a jogar 112 jogos. Os números, porém, ficaram longe de serem aqueles números de 2015 e 2014: .266 AVG, .330 OBP, .471 SLG, .340 wOBA, 103 wRC+, 14 HR, 20 SB, 15.2% de Strikeout rate e 7.5% de Walk rate. Pollock ainda teve OffWAR de 4.2, DefWAR de 2.6 e WAR de 2.2, apenas médio para seus padrões.

2018 chegou… Quem é esse A.J. Pollock?

Pollock está saudável para mais uma temporada, e, ao passo que a temporada se desenrola, não para de rebater. Mas… Quem é este A.J. Pollock, o de 2014-2015 ou o de 2016-2017? Vale a pena acreditar neste ano? E as lesões? Primeiramente, são muitas questões, e provavelmente não conseguiremos responder todas, pois não sabemos se Pollock se manterá saudável por exemplo, ainda mais com essa onda de lesões afetando o club-house (Ray, Walker e Lamb, por exemplo). Podemos não ter certeza quanto à saúde de Pollock, de fato, mas os stats são plausíveis, assim como sustentáveis? Analisando os números, sim, eles de fato são!

Com os números neste início de temporada (.308 AVG, .361 OBP, .677 SLG, .429 wOBA, 175 wRC+, 11 HR, 8 SB, 22.9% de Strikeout rate e 7.6% de Walk rate), a diferença gritante entre seus números de carreira e este ano está no SLG e nos números de Home Run: com uma média de quase um Home Run a cada três jogos, Pollock ganhou um aumento de potência expressado pelo ISO (Isolated power, um dado sabermetric), que pulou de .190 para .369. Haverá regressão? Sim, mas não o suficiente para justificar uma queda brusca.

Foto: Twitter do Arizona Diamondbacks

Com um BABIP (batting average on balls in play, outro dado sabermetric) levemente acima de seu número de carreira (.330, em contraste com seu career .318), Pollock não deve ver seu average cair, e com um Strikeout rate bem acima da sua carreira (22.9%, contrapondo seu career 15.5%), a tendência é reduzir, causando assim maiores possibilidades de um bom contato. Nosso 11 é real deal, pois, do mesmo modo em que é um excelente rebatedor, também é um Golden Glove. Aproveitem a maravilha que é nosso Hit Painter, pois este ano promete – e muito! – para nosso Center Fielder. Go, D-Backs!

 

*EDIT (17/05): Pollock já se lesionou e ficará fora de 4 a 8 semanas. Incrível.
Últimos jogos

02/05, vs Dodgers (L, 1-2)

03/05, vs Dodgers (L, 2-5)

04/05, vs Astros (L, 0-8)

05/05, vs Astros (W, 4-3)

06/05, vs Astros (W, 3-1)

08/05, @ Dodgers (W, 8-5)

Próximos jogos

09/05 (hoje, também conhecido como daqui a pouco), @ Dodgers (23:10 BRT)

10/05 (amanhã), vs Nationals (22:40 BRT; Throwback Thursday, aliás! Série inegavelmente importante!)

11/05 (sexta-feira), vs Nationals (22:40 BRT; Healthcare Appreciation Day Special Event Pack. Série inegavelmente importante!)

12/05 (sábado), vs Nationals (17:05 BRT; Healthcare Appreciation Day Special Event Pack. Série inegavelmente importante, mas por que tão cedo?)

13/05 (domingo), vs Nationals (21:08 BRT, Dia das Mães e famoso jogo da ESPN. Série inegavelmente importante, e primeiro jogo do D-Backs na ESPN esse ano!)

14/05 (segunda), vs Brewers (22:40 BRT, Dog Days Of Summer – não me pergunte se isso é uma banda ou dia dos cachorros, mas…)

15/05 (terça), vs Brewers (22:40 BRT, Healthcare Appreciation Day Special Event Pack)

16/05 (quarta), vs Brewers (16:40 BRT, Matinee Game)

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Fernando Franca

Um mineiro latino-americano que ama o Vasco e os Dodgers e acredita que o Baseball é o melhor esporte já inventado.

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