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PRÉ-TEMPORADA DA NL WEST A TODO VAPOR NO ARIZONA

Como diz o título, a pré-temporada segue a todo vapor pela NL West. Manny Machado estreiou pelos Padres, que lideram o Spring Training (não que isso signifique alguma coisa); no mais, os times seguem preocupados em testar prospectos e avaliar as posições ainda em aberto, como o fim da rotação dos Giants, o outfield dos Padres e a segunda base dos Rockies. Vitórias? Elas são legais, mas valem mais em abril do que em março.

San Diego Padres (10-5)

Manny estreiou, os Padres venderam todos os ingressos para o Opening Day e as expectativas no sul da Califórnia são as mais altas dos últimos anos. Porém, como falamos semana passada, a chave do sucesso está no caldeirão de jovens do time. Mais da metade da equipe pode ser formada por jogadores ainda não estabelecidos e, nesse quesito, o Spring Training continua bem promissor!

Se o outfield tem uns 37 candidatos para 3 opções, uma das posições que já estavam seguras em SD era a de catcher, com o confiável Austin Hedges. Contudo, esqueceram de contar isso para Francisco Mejía, o top prospect da franquia. Mejía ainda precisa evoluir na defesa, mas, rebatendo .385 com 3 HRs em 10 jogos, incluindo um grand slam monstruoso no sábado, é difícil ignorar o menino.

Além dele, Fernando Tatis Jr., tratado há anos como o futuro SS da equipe, vem com .318 e 2 HRs em 9 jogos. A previsão era de que Tatis começasse o ano na Triple-A, já que terminou 2018 na Double-A, mas se ele continuar assim, quem sabe… Por fim, Chris Paddack, uma das melhores histórias do time: vindo do Marlins em 2015 como “só mais um”, Paddack vem evoluindo demais desde então, culminando com um 2.10 ERA na double-A em 2018. Paddack se tornou não só um candidato à rotação, mas já declarou que sua meta é enfrentar Madison Bumgarner no Opening Day, dia 28 de março.

Francisco Mejía continua a impressionar no Spring Training. Foto: Matt York/AP

Los Angeles Dodgers (9-7)

A escalação dos Dodgers está basicamente garantida, sem dramas e quase sem competição, apenas com um detalhe: ninguém sabe qual será a rotação em 2019. Na verdade, nem a direção ou o técnico sabem, mas também não estão muito preocupados com isso. Lesões à parte, em 2018, nada menos que 7 pitchers abriram pelo menos 15 jogos, e nenhum abriu mais que 27. LA sabe que, mesmo em março, o foco da equipe já é outubro, e isso inclui poupar seus arremessadores.

É isso que deve ser feito mais uma vez em 2019, com 7 titulares se revezando entre a rotação, o bullpen e, por que não, a lista de lesionados. O único e gigante problema é o ace, Clayton Kershaw. Com 3 Cy Youngs na conta entre 2011 e 2014, Kershaw não consegue fazer uma temporada completa desde 2015, sempre atacado por lesões. E, neste ano, começou igual… Desconforto no ombro em fevereiro, 3 semanas de molho, apenas arremessos leves até agora e nenhuma previsão de volta.

Não importa quantas estrelas a equipe tenha, quantos jogadores cheguem ao All Star Game. Sem Kershaw 100% saudável, é muito difícil prever os Dodgers finalmente levando o título.

Clayton Kershaw, após lesão no ombro, tenta voltar a tempo de ser o titular no Opening Day. Foto: Jesse Reed/Sportsnaut

Arizona Diamondbacks (8-8)

Luke Weaver surgiu nas Majors pelos Cardinals em 2016 como um dos melhores prospectos do time. Em 2 anos e meio, seu ERA de 4.79 não é animador. O talento ainda está lá, mas a pressão por mostrar resultados também. Não bastasse isso, ele agora é a principal peça da troca que mandou Paul Goldschmidt para St. Louis. Os altos e baixos vão vir, os aplausos e vaias também, mas pelo menos por enquanto, Weaver vem fazendo o possível para mostrar serviço: são apenas 2 corridas cedidas em 6.1 entradas no Spring Training.

Se Weaver começou bem, assim como Zack Greinke, o mesmo não se pode dizer do resto da rotação, uma das maiores interrogações da equipe: Robbie Ray, Merrill Kelly e Zack Godley vêm sofrendo em 3 partidas cada até aqui. Mas, focando em pontos positivos, Yasmani Tomás quer voltar ao time. Grande destaque de 2016, com .272 e 31 HRs na sua 2ª temporada, o futuro parecia brilhante. Dois péssimos anos se seguiram, incluindo um 2018 inteiro na Triple-A. Ainda é cedo, mas com .435 em 11 jogos, o Tanque cubano está dando seu melhor para cravar uma vaga no time.

Luke Weaver tem a pressão de ser o “substituto” de Paul Goldschmidt em Arizona. Foto: Rob Schumacher/The Republic

Colorado Rockies (6-10)

O torcedor dos Rockies não está acostumado a ter estabilidade e confiança na sua rotação, mas, incrivelmente, essa é a nova norma no Colorado. Kyle Freeland teve uma das melhores temporadas de um arremessador titular na história da franquia; German Marquez e Tyler Anderson vem se estabilizando ano a ano; e Jon Gray tem o talento necessário para se recuperar de uma temporada (muito) abaixo do esperado.

Vamos falar então do que está mais divertido, a briga pela 2B! Se o resto da escalação está fechado, a 2B está mais aberta do que nunca (mais até que semana passada). McMahon, Hampson e Valaika continuam jogando como veteranos e fazendo todo o possível para ficarem nas Majors, no que deve ser uma briga por 2 vagas.

McMahon é o favorito e mais experiente dos três, com 108 jogos na carreira, e dado seu aproveitamento de .406 e 2 HRs em 14 jogos, ele tem tudo para ficar. O problema? Hampson, que só tem 20 HRs em 1.233 at bats nas Minors, já tem 3 HRs no ST, enquanto Valaika lidera o time com 4 HRs e aproveitamento de .375 no bastão. A esperança de todos os três é que o fato de que cada um deles joga pelo menos 2 posições; inclusive, Valaika pode jogar em todas as 4 posições do infield. Com isso, existe a chance dos Rockies manterem o “perdedor” da disputa como um super reserva.

McMahon? Valaika? Hampson, com sua recém-descoberta potência no bastão somada à sua velocidade e versatilidade, vem impressionando no Spring Training. Foto: Dustin Bradford/Getty Images

San Francisco Giants (6-10)

Os Giants tiveram uma offseason calma, sem grandes contratações nem maiores surpresa (com exceção, claro, do vídeo lamentável que mostra o CEO do time desrespeitando sua esposa em plena praça pública). O Spring Training segue o mesmo curso por enquanto. A rotação já está praticamente definida, com MadBum, Dereck Rodriguez, Samardzija e Derek Holland. Enquanto a última vaga está aberta, nenhum entre Stratton, Andrew Suarez e o recém-chegado Drew Pomeranz tem tido atuações dignas de MLB.

Para a torcida, o auge do ST tem sido observar seus prospectos, e ninguém mais empolgante que a 2ª escolha de 2018, Joey Bart. Em uma previsão ousada, espera-se que Bart chegue às Majors em setembro, mas será que ele vai quebrar essa aposta? São 6 rebatidas em 13 idas ao bastão, média de .462, e se a High-A e a Double-A se mostrarem fáceis demais e os Giants saírem da briga pelos playoffs cedo, como se espera, tudo pode acontecer. Posey e Bart dividindo a posição de catcher pode ser uma realidade muito em breve.

Joey Bart está com a equipe no Spring Training. O objetivo? Fazer esses mesmos aquecimentos durante a temporada. Foto: Matt York/AP

Conclusão

Enquanto as batalhas por posições continuam a todo vapor, o Spring Training entra na metade final, e a MLB da Massa segue de olho nessas e em todas as outras disputas por posições que podem acontecer. E você, leitor? O que mais está te chamando a atenção na NL West?

#MLBdaMassa #RoxSpring #DBacksSpring #DodgersST #PadresST #SFGSpring

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H. Gonçalves

Henrique Gonçalves é fã dos San Francisco Giants desde 2002, quando começou a acompanhar a MLB vendo seu time perder a World Series. Não desistiu e hoje colhe os frutos do sucesso dos Gigantes!

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