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PRÉVIA DA AL CENTRAL: INDIANS LEVAM O TETRA?

É amanhã, amigos! Depois de 5 longos meses, a nossa basebola querida volta a voar na terra do Tio Sam nessa quinta-feira! Todos os 30 times da liga estarão em ação amanhã, o que significa que os nossos 5 times da AL Central estrearão amanhã também! Com isso, vamos dar uma olhada no que podemos esperar da divisão que foi a pior da liga ano passado e vamos até arriscar alguns palpites em relação a título da divisão e playoffs!

O Clevaland Indians venceu a AL Central nas últimas três temporadas e entra em 2019 de novo como favorito, buscando o tetra da divisão, algo que só foi feito duas vezes desde a criação da Central em 1994: pelos próprios Indians, de 1995 a 1998 (5 títulos seguidos), e pelos Tigers, de 2011 a 2014. Os Indians são também os maiores campeões da divisão, com 10 titulos, seguidos pelos Twins, com 6, Tigers, com 4, White Sox, com 3 e Royals, com 1 título apenas. Será que neste ano os Indians farão história de novo? Vamos às nossas expectativas para 2019!

Abaixo, estão listados os times na ordem do meu palpite para a classificação final, com um palpite ainda mais ousado do recorde de cada time entre parênteses.

Cleveland Indians (94-68)

Respondendo à pergunta da introdução, sim, os Indians levam o tetra!

Os Indians conquistaram o tri da AL Central no ano passado vencendo “apenas” 91 jogos. O time entrou na temporada como um dos favoritos da American League, mas decepcionou durante a temporada e acabou sendo varrido na ALDS pelos Astros. Neste ano, o time de Cleveland tenta dar um passo além e voltar a ser protagonista na Liga Americana.

A Tribo tem uma das melhores, senão a melhor rotação das grandes ligas. O time começa a temporada com Corey Kluber, Trevor Bauer, Carlos Carrasco, Mike Clevinger e Shane Bieber no montinho. Kluber pode facilmente ganhar o seu terceiro Cy Young neste ano, e Bauer e Carrasco também têm potencial para brigar pelo título. Clevinger e Bieber ainda estão em desenvolvimento, mas têm tudo para chegar nesse nível eventualmente. Ou seja, a rotação dos Indians não é brincadeira, não.  Apesar disso, como você pode ver acima, eu botei os Indians ganhando “apenas” 94 jogos, e não chegando à marca de 100. Explico: são dois fatores que não me passam segurança no elenco.

O primeiro é o ataque. As maiores estrelas no bastão dos Indians são os mesmos: Francisco Lindor e José Ramirez. Apesar de serem grandes jogadores, o elenco parece faltar profundidade para bater de frente com os grandes da AL, como Astros, Red Sox e Yankees. Além disso, as lesões têm sido um grande problema para os Indians. Nesta pré-temporada mesmo, tanto Lindor como Ramirez se machucaram. Ramirez deve estar recuperado para o Opening Day, mas Lindor agravou sua lesão hoje e deve perder um bom tempo agora.

O segundo fator que me preocupa é um certo relaxamento do time. Ano passado, os Indians venceram a divisão com tranquilidade e, em muitos momentos, o time pareceu não muito engajado em ganhar jogo após jogo. Com uma divisão fraca, o time pareceu relaxar, já que a competição não era grande, e quando chegou aos playoffs, essa falta de competitividade fez falta. A divisão melhorou para 2019, mas se de novo for fraca, é possível que esse relaxamento ocorra de novo, o que atrapalhará as chances dos Indians nos playoffs mais uma vez.

Corey Kluber é o ace de uma rotação absurda dos Indians. Foto: Getty Images

Minnesota Twins (87-75)

Como falamos na semana passada, os Twins tiveram a melhor offseason da divisão, e é por isso que damos um boost de 12 vitórias se comparado com o ano passado. Apesar de só terem ganho 78 jogos em 2018, os Twins ganharam 85 em 2017, quando foram aos playoffs. Neste ano, minha previsão é de que o time será ainda melhor do que em 2017, chegando aos playoffs como wild card.

A maior razão para isso é a chegada de Nelson Cruz. Os Twins não perderam virtualmente ninguém nesta offseason e ainda trouxeram um dos melhores e mais consistente jogadores da liga nos últimos 5 anos. Cruz chega para impulsionar o ataque dos Twins a novas alturas, e eu acredito que ele fará exatamente isso. Além de Cruz, os Twins ainda trouxeram C. J. Cron, Jonathan Schoop e Marwin González para ajudar no bastão e na defesa. Se, aliado a tudo isso, ainda tivermos boas temporadas de novo por parte de Byron Buxton (que foi bem no ST, por sinal) e Miguel Sanó, a marca de 87 vitórias já parece bem mais realista. Sanó, como falamos em semanas anteriores, perderá o começo da temporada por lesão.

O maior problema dos Twins me parece ser a rotação. José Berríos é excepcional, mas atrás dele vêm Jake Odorizzi, Micheal Piñeda e Kyle Gibson. Martin Pérez deve fechar a rotação. Gibson foi bem ano passado, mas de resto, são nomes que não passam muita segurança. Houve boatos de que os Twins iriam atrás de Dallas Keuchel, mas nada se concretizou ainda.

Se a rotação conseguir segurar o tranco e o ataque for o esperado, não é impossível de imaginar os Twins dando um calor nos Indians pelo título de divisão, especialmente por conta do motivo dito acima, de um relaxamento por parte dos Indians. Os Twins, aparentemente, entram na temporada com muito mais fome de título do que os Indians, que ganharam as três últimas disputas. Por mais que o título de divisão não venha, os Twins devem brigar pelo menos por uma vaga de wild card.

Nelson Cruz vem para tentar fazer dos Twins uma ameaça ao titulo dos Indians. Foto: AP Photo/John Bazemore

Chicago White Sox (72-90)

Tirando Twins e Indians, os outros três times da divisão vão brigar pela última posição. E a briga vai ser boa! E não, não é como se os três fossem bons e alguém tivesse de ficar em último: é mais o contrário, mesmo.

Em terceiro lugar eu tenho o White Sox. Os Sox perderam exatamente 100 jogos ano passado, mas eu acredito que neste ano o time se sairá melhor e perderá “apenas” 90 jogos. Além de ter feito boas adições para compor o elenco, como Ivan Nova e Yonder Alonso, a expectativa é de que alguns dos garotos no elenco dos Sox comecem a se desenvolver em 2019, em especial Yoan Moncada. Moncada já foi o propescto #1 da MLB, mas ainda não consegiu transferir todo esse potencial para as grandes ligas. Neste ano, o cubano foi movido da 2B para 3B exatamente para poder focar mais no seus at bats.

Outra grande expectativa no sul de Chicago é a chegada de Eloy Jiménez. O atual prospecto #3 da MLB começa o ano já nas grandes ligas depois de receber uma bela extensão de contrato. Eloy assinou um contrato de 6 anos e 43 milhoes de dólares, um recorde entre jogadores que ainda não tinham feito sua estreia nas ligas maiores. Pessoalmente, me parece que o White Sox estão tentando tirar um pouco do foco da não contratação de Manny Machado e transferi-lo para Jiménez. Veremos se o garoto consegue corresponder às expectativas.

Eloy Jiménez é mais um top prospect no elenco do White Sox, e a grande esperança para 2019. Foto: Ron Vesely/Getty Images)

Detroit Tigers (62-100)

Tenho de admitir que decidir entre as duas últimas posições da divisão foi difícil. Eu acabei prevendo que ambos os times perderão 100 ou mais jogos, mas acabei decidindo colocar os Tigers na frente dos Royals. Os Tigers conseguiram escapar de perder 100 jogos ano passado, terminando o ano com um recorde de 64-98. Mas, neste ano, eu acho que eles baterão a marca das 100 derrotas.

A maior expectativa em Detroit é pela temporada de Miguel Cabrera. Cabrera, sem dúvida a maior figura do atual elenco dos Tigers, completará 36 anos em 2019. Se Miggy conseguir ficar fora da lista de lesionados, ele, que ainda é um dos principais rebatadores da liga, pode ajudar os Tigers a vencer mais jogos, mas esse é um grande “se”. Tirando Cabrera, o resto do lineup dos Tigers não é muito intimidador. Nick Castellanos terá que carregar o piano em caso de nova lesão de Cabrera, eJosh Harrison, Niko Goodrum e Jordy Mercer são boas peças para compor elenco, mas é difícil vê-los impulsionando um time a vitórias com regularidade.

A rotação titular sofreu uma baixa com a lesão de Michael Fulmer, que perderá a temporada inteira e terá de passar pela cirurgia conhecida como Tommy John. Com isso, os Tigers começam o ano com Jordan Zimmerman, Matthew Boyd, Matt Moore, Tyson Ross e Spencer Turnbull. Sinceramente, a rotação não me parece ruim, especialmente comparada às rotações de White Sox e Royals. Os Tigers devem amargar mais uma temporada ruim, entretanto, esperam que o rebuild comece a dar frutos.

Uma boa, e completa, temporada de Miggy Cabrera será chave para o desempenho dos Tigers no ano. Foto: Reinhold Matay/USA TODAY Sports

Kansas City Royals (60-102)

Na última posição da divisão, coloco o Kansas City Royals. Os Royals perderam 104 jogos ano passado, e neste ano a expectativa é de mais uma temporada difícil para o torcedor azul. Minha previsão é de uma pequena, mas quase insignificante melhora, com duas derrotas a menos.

Os Royals estão 100% focados no rebuild. Por isso, fizeram pouquíssimas contratações neste ano, com apenas adições pontuais, jogadores que estivessem sem espaço no mercado. Na verdade, o time dos Royals de 2019 me lembra muito o White Sox do começo do ano passado: sem grandes nomes no elenco, mas com muitos garotos com potencial. Os Sox perderam 100 jogos ano passado, e minha previsão é que os Royals estejam por volta dessa marca também. Será importante para KC começar o ano com o pé direito, entretanto, já que ano passado o time perdeu 14 dos primeiros 17 jogos e isso acabou ditando o tom pro resto da temporada.

O interessante de acompanhar nos Royals neste ano é o quanto os novos garotos conseguem reproduzir o sucesso do time que foi campeão da World Series em 2015. Tanto o GM quanto o treinador do time, Ned Yost (também treinador em 2015), já falaram que o plano para 2019 e os próximos anos é focar na defesa e na velocidade dos jogadores, a mesma receita que fez sucesso com o time campeão da MLB. Yost já provou que pode treinar um time em altíssimo nível, agora resta saber se os prospectos darão conta do recado. Muitos jornalistas americanos dizem ver mais potencial nessa leva de garotos do que na que culminou em 2015. Talvez esse seja o primeiro ano dessa transição.

Ned Yost tentará usar a mesma fórmula que deu certo em 2015 na nova leva de prospectos dos Royals, começando com 2019. Foto: Rick Osentoski/USA TODAY Sports

Opening Day e séries

Como dissemos na introdução do texto, a temporada regular começa amanhã! Para os times da AL Central, teremos dois confrontos intra-divisão, além de Tigers e Blue Jays em Toronto. Os Tigers trarão Zimmerman para o montinho para enfrentar Marcus Stronman do outro lado. O jogo de amanhã começa às 17:37 de Brasília.

White Sox e Royals repetem a série do Opening Day do ano passado em Kansas City, quando os Sox ganharam o primeiro jogo do ano por 14-7, com 3 HRs. Para o primeiro jogo da série, teremos Carlos Rodon pelos Sox contra Brad Keller pelos Royals. O jogo começa às 18:15 de Brasília. Esse jogo, por sinal, estará disponível na MLB.com como o Free Game of the Day. Vale a pena acompanhar! O jogo marcará a estreia nas grandes ligas de Eloy Jimenez pelo White Sox.

A outra série será entre Indians e Twins em Minneapolis e, se você chegou até esse ponto do texto, já dá para ter uma ideia da importância dessa série. Apesar de ser no começo da temporada, esses confrontos diretos sempre fazem falta no fim do ano. O confronto no montinho será um dos melhores de todos os 15 jogos de quinta, com Kluber enfrentando Berríos. Os Indians não terão Lindor no elenco por lesão, e os Twins não terão Sanó, também por lesão. O jogo começa às 18:10 de Brasília e promete ser um dos melhores do Opening Day.

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Fernando Borges

Original do Rio de Janeiro, morando em Chicago. Fanatico pelos esportes americanos. Trazendo semanalmente todas as noticias da AL Central da MLB.

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