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A temporada está logo ali, galera, vindo mais sem freio que o Manny Machado num slide para a segunda base! E como o MLB da Massa não fica para trás, vamos tentar prever o que vai acontecer na NL West, incluindo palpites sobre os destaques de cada time.

Los Angeles Dodgers

2017: 104-58

2018: 92-71

Projeção 2019: Primeiro lugar (91-71)

Título ou bust! Após 6 títulos de divisão e 2 vice-campeonatos, só a World Series interessa aos Dodgers. Entretanto, os Rockies assustaram ano passado, levando a disputa pela divisão ao jogo extra, e devem brigar de novo, assim como os renovados Padres.

Para seguir na busca pelo topo, as maiores mudanças na equipe de LA foram no outfield. Saem Matt Kemp e Yasiel Puig, trocados para o Reds, e entra A. J. Pollock, que quando saudável é um dos melhores center fielders da liga. O único problema é que Pollock não joga mais de 113 partidas numa temporada desde 2015.

No resto do campo, a versatilidade que virou marca registrada do time permanece e deve ser essencial ao longo da temporada. Max Muncy, Chris Taylor, Cody Bellinger e Kike Hernández são todos capazes de jogar em ao menos 3 posições, e com isso facilitam o trabalho do manager Dave Roberts. Olho também no garoto Alex Verdugo, promessa que está no roster para o Opening Day e deve brigar pela vaga de LF titular.

Por fim, a rotação, que vinha com sobras de titulares, já gastou toda a gordura que tinha. Tanto Clayton Kershaw como Rich Hill também devem abrir o ano na IL, testando logo de cara a profundidade do corpo de arremessadores. A bruxa estava solta em 2018 e pelo visto ainda não conseguiram prendê-la, mas a aposta ainda é de que os Dodgers retornarão aos playoffs como campeões da NL West mais uma vez, buscando o título que não vem há 30 anos.

Max Muncy se recuperou de lesão no pulso e deve ser o 1B titular no Opening Day. Foto: Elaine Thompson/Associated Press

Colorado Rockies

2017: 87-75

2018: 91-72

Projeção 2019: Segundo lugar (88-74)

Os Rockies chegam em 2019 mais fortes ou mais fracos? O sucesso da rotação em 2018 é para valer ou foi apenas um caso isolado? Bom, ao menos sabemos que Nolan Arenado permanece nas montanhas do Colorado por mais 8 temporadas.

A resposta para as perguntas acima talvez seja “os dois”. O bullpen dos Rockies deve sofrer com a perda de Adam Ottavino, canhoto que fez belíssimo trabalho por lá, mas o novato 1B Daniel Murphy, uma máquina de rebatidas, tem tudo pra fazer estragos no ar rarefeito do Coors Field. Além disso, a 2B, que era uma incógnita, tem tudo para estar muito bem resolvida com Ryan McMahon, como já falamos bastante nas últimas semanas.

Na rotação, a aposta é que todos voltem à média. Se 2018 teve Kyle Freeland e Germán Marquez fazendo as melhores temporadas das suas carreiras, também teve Jon Gray apanhando a torto e direito. Vale lembrar que Gray era o ace do time não faz muito tempo, então, o mais normal é vermos uma regressão de Freeland e Marquez junto a uma recuperação de Gray. No fim das contas, a rotação só precisa manter os Rockies no jogo enquanto o ataque decide. Acho difícil a divisão vir, salvo uma implosão dos Dodgers pelas lesões, mas aposto numa vaga de Wild Card, brigando com quem sair da luta de pesos-pesados do Leste.

Kyle Freeland, arremessador titular no Opening Day, quer mostrar que 2018 não foi um golpe de sorte. Fonte: Howard Fendrich/Associated Press

San Diego Padres

2017: 71-91

2018: 66-96

Projeção 2019: Terceiro lugar (84-78)

Os Padres foram para o all-in!!! Quem diria, o time que ultimamente tem sido uma das grandes piadas da liga parece pronto para calar os críticos por todos os cantos dos EUA. Os campeões do Spring Training, título totalmente simbólico, têm uma seleção de prospects de dar inveja a qualquer um. Pode ser cedo para sonhar com algo em 2019, mas assim como os Cubs em 2015, podemos sentir que um futuro grandioso se aproxima em San Diego.

Ainda não sabemos se Francisco Mejía começa o ano na MLB ou como a comissão técnica vai dividir o tempo entre os catchers Hedges e Mejía, mas se há algo que esse ST deixou claro, é que Mejía está pronto. E com Manny, Myers, Hosmer e cia., o lineup da equipe parece resolvido.

A maior incógnita é a rotação, composta por vários jovens bastante inexperientes. Para a alegria do torcedor, Eric Lauer e Joey Lucchesi, os “co-aces” do time no momento, fizeram ótima pré-temporada. Acima de tudo, Chris Paddack, que mal chegou à AA em 2018, demonstrou tanto controle nos arremessos que foi impossível deixá-lo de fora: é dele a posição #3 da rotação. Se a rotação liderada por esses três conseguir passar a bola ao bullpen após 5 ou 6 entradas na liderança, o sucesso está formado em San Diego. Ainda não consigo ver o time chegando aos playoffs, mas se tudo der certo, por que não? Por enquanto, fico com uma campanha acima de 50% e a certeza de um 2020 bastante promissor.

Manny tem a missão de ser um líder não só dentro, mas também fora de campo para os garotos de San Diego. Fonte: Ralph Freso/Getty Images

San Francisco Giants

2017: 64-98

2018: 73-89

Projeção 2019: Quarto lugar (76-86)

Chegamos a parte dos rebuilds da divisão, e a diferença entre Giants e Diamondbacks está nos detalhes. No papel, os Giants são mais fortes, mas o problema é que até ano passado a equipe estava montada para vencer o título de 2014. Sem alardes, a renovação apenas começou.

O outfield tem boas chances de ser uma porta giratória ao longo do ano. A única certeza é Steven Duggar no CF, com um comitê de veteranos e desconhecidos em cada canto.

A razão pela qual eu coloco os Giants à frente dos D’Backs é a quantidade de jogadores capazes de se recuperar de um 2018 abaixo da média: todo o IF sofreu com lesões e desapontou, do quadril de Posey à apendicite de Belt, passando pelo joelho de Crawford e os possíveis resquícios de concussão de Joe Panik. Todos eles parecem saudáveis agora e em condições de melhorar seu desempenho. Obviamente, lesões sempre surgem ao longo do ano, mas assim como os Dodgers, os Giants também estão caçando essa bruxa. Se esse infield jogar na média do que sabe, pode ganhar alguns jogos para a equipe em 2019.

No mais, tudo na mesma. O bullpen continua sólido como em 2018, e a rotação continua incerta como em 2018. Resta observarmos se o novo GM, Farhan Zaidi, vai implementar o rodízio de arremessadores que ele fez com sucesso na sua última passagem nos arqui-rivais Dodgers. Vindo da escola de Billy Beane, você pode apostar que veremos alguns truques saindo dessa cartola. O grande objetivo dos Giants no ano deve ser descobrir com quem podem contar para 2020, além de descobrir um substituto para Bruce Bochy, que se aposenta no fim do ano.

A esperança da torcida é que Buster Posey e demais veteranos estejam de fato 100% saudáveis esse ano. Foto: John Medina

Arizona Diamondbacks

2017: 93-69

2018: 82-80

Projeção 2019: Quinto lugar (72-90)

Os Diamondbacks anunciaram o rebuild do jeito mais claro possível: trocando sua estrela. Nenhuma crítica ao fato, a direção de Arizona tentou enquanto pôde, mas foi forçada a admitir que a janela para brigar por títulos se fechou. Fica apenas a dúvida se não poderiam ter recebido um pacote melhor por um talento do tamanho de Paul Goldschmidt. Somando-se a isso as perdas de A. J. Pollock e Patrick Corbin na free agency, o baque na performance deve ser enorme.

Como já falamos em outros artigos, Luke Weaver, uma das peças da troca, precisa reencontrar seu jogo para dar alguma esperança à torcida. Caso ele consiga, a rotação pode até ser boa, com Zack Greinke mostrando que ainda tem gasolina no tanque. Robbie Ray e Zack Godley também são bons arremessadores complementares.

Por outro lado, uma recente decisão do manager Torey Lovullo assustou a todos. A briga pela vaga de closer, que estava entre Archie Bradley e Greg Holland, ficou com Holland. É verdade que nenhum dos dois foi bem na pré-temporada, mas Holland foi beeeeeeem mal! 12.27 ERA chega a doer os olhos, por mais que o peso de jogos de Spring Training seja bem menor. A esperança é que ele retorne aos bons tempos de Kansas City e Colorado, quando era um dos melhores closers da liga.

Com tantas incertezas, fica difícil apostar em qualquer coisa acima da faixa de 70-75 vitórias. Assim como os Giants, a equipe de Arizona sonha em chegar em 2020 com mais respostas do que perguntas na formação titular.

Greg Holland busca reencontrar a boa forma como closer. Foto: Michael Chow/The Republic

Sua previsão

E você, querido leitor da MLB da Massa, o que acha da temporada que se aproxima? Quais as suas previsões para a NL West? Deixe um comentário sobre o que achou, o que mudaria, e qualquer outra aposta que você queira fazer!

#MLBdaMassa #DBacksSpring #DodgersST #SFGSpring #PadresST #RoxSpring

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H. Gonçalves

Henrique Gonçalves é fã dos San Francisco Giants desde 2002, quando começou a acompanhar a MLB vendo seu time perder a World Series. Não desistiu e hoje colhe os frutos do sucesso dos Gigantes!

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