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Muitíssimo bom dia, torcedor da Massa! Após um breve hiato, a coluna da NL Central está de volta neste dia 2 da temporada de 2019 – até que enfim!

Com a bola rolando no Opening Day, já vimos dois confrontos de divisão: os Brewers receberam os Cardinals no Miller Park, garantindo a vitória por 5-4 com uma catch maravilhosa de Lorenzo Cain na parte alta do nono innning; enquanto isso, em outro jogo disputado, os Reds superaram os Pirates em dia inspirado de Derek Dietrich: 5-3. O Chicago Cubs, por outro lado, não tomou conhecimento do Texas Rangers: 12-4, incluindo 2 HRs de Javy Báez.

Hoje, Cubs, Pirates e Reds folgam, e as atenções da divisão se voltam ao segundo confronto entre Brewers e Cardinals, às 21:10 de Brasília.

Javy Báez, segundo na votação de MVP em 2018, começou seu ano em grande estilo. Foto: Getty Images

Mas bem, sem mais delongas, vou dar minhas previsões para o resultado da Central. Estamos em uma das divisões mais disputadas do baseball, e para mim não há dúvidas: a NL Central tem plenas condições de colocar três representantes nos playoffs de 2019.

Adianto que minha previsão é bastante ousada, porque também, se não for, qual é a graça? Mas, para os mais contidos, posso dizer isto com bastante convicção: Brewers, Cardinals e Cubs vêm todos em condições de conquistar a divisão e brigar pelos playoffs; por fora, Reds e Pirates devem disputar quem fica com a lanterna – apesar da disparidade dos dois em 2018, a offseason movimentada dos Reds me leva a crer que a equipe de Cincinnati deve ultrapassar os piratas.

Milwaukee Brewers

2017: 86-76

2018: 96-67

Previsão 2019: Primeiro lugar

Há pouquíssimo tempo, o Milwaukee Brewers era um time em frangalhos, acumulando decepções em suas poucas idas recentes aos playoffs. E então, a magia surgiu quase que subitamente: entra David Stearns, grande responsável pelo rebuild de sucesso do Houston Astros, e muda a cara da franquia de Milwaukee para algo muito melhor do que os cervejeiros mais otimistas esperavam. Pouco tempo depois, os Brewers chegam com uma lineup explosiva, certamente entre as melhores da liga.

É, se as mudanças do passado recente já animaram bastante o torcedor cervejeiro, tudo indica que 2019 será ainda melhor: o MVP Christian Yelich e Lorenzo Cain têm mais alguns anos de contrato, Mike Moustakas voltou para dividir o infield com Travis Shaw e Orlando Arcia, Yasmani Grandal chegou dos Dodgers para melhorar a posição de catcher e Ben Gamel veio como uma opção bastante útil para controlar o playing time de Ryan Braun.

No todo, o ataque dos Brewers parece ter apenas duas dúvidas visíveis: será que Orlando Arcia, ótimo defensor, conseguirá manter uma produção consistente no ataque? E será que Jesús Aguilar, que começou 2018 muito bem mas terminou com o bastão congelado segurará a titularidade na 1B por toda a temporada? Em uma divisão com Rizzo, Goldy e Votto, é de se pensar… Mas, de qualquer forma, a expectativa é de um ataque ainda mais consistente do que no ano passado, com jogadores também competentes no lado defensivo da bola.

LoCain e Yelich já trouxeram muita alegria ao torcedor dos Brewers, mas ainda têm muito pela frente. Foto: Reviewing the Brew

Quanto aos arremessadores, Milwaukee teve um dos bullpens mais ferozes da liga em 2018, mas sua rotação foi bastante inconsistente e sofreu muito com lesões. No começo desta temporada, a situação parece estar se revertendo: com a inclusão dos jovens talentosos Freddy Peralta, Brandon Woodruff, Corbin Burnes e Zach Davies na rotação liderada por Jhoulys Chacín, o grupo principal de arremessadores dos Brewers parece promissor para dizer o mínimo, tendo, ainda, a volta de Jimmy Nelson no horizonte.

No entanto, lesões preocupam no bullpen: Corey Knebel tem problema no UCL e pode acabar perdendo toda a temporada, e Jeremy Jeffress teve uma lesão no começo deste ano – a princípio, ele não deve ficar de fora por muito tempo, mas é algo a se observar. Com essas dúvidas e o esvaziamento da profundidade do bullpen em favor da rotação, precisaremos ficar de olho nas performances de Junior Guerra, Taylor Williams e dos recém-chegados Alex Claudio e Alex Wilson. Com Josh Hader liderando o grupo, claro, o ânimo está lá em cima.

Acredito que o saldo dos arremessadores dos Brewers será positivo em 2019, principalmente se os pitchers jovens conseguirem contribuir dentro de seus potenciais. E, bom, se o título da divisão e uma eliminação na NLCS pareceu pouco para o time de Milwaukee no ano passado, acho razoável esperarmos um desempenho ainda melhor.

Corbin Burnes e cia. têm bastante potencial para consolidar a rotação dos Brewers nos próximos anos. Foto: Reviewing the Brew

Chicago Cubs

2017: 92-70

2018: 95-68

Previsão 2019: Segundo lugar

O quão bom é o time do Chicago Cubs? Bom o suficiente para que saibamos que, mesmo com as perdas de Daniel Murphy, Justin Wilson e Jesse Chavez e fazendo uma única e modesta contratação, Daniel Descalso, eles certamente vão brigar pelo título da divisão e, se tudo der certo, muito mais.

Joe Maddon e Theo Epstein tiveram uma offseason minimalista. Menos é mais? Foto: NBC Chicago

O lineup de Chicago provavelmente não será motivo de preocupações para os torcedores dos ursos – Javy Báez é um monstro e, mesmo se regredir em 2019, um infield com Anthony Rizzo e Kris Bryant não precisa se esforçar muito para ser top 5 da liga.

No outfield, a confiança não é tanta, mas Kyle Schwarber, Albert Amora/Ian Happ e Jason Heyward já mostraram potencial de que podem, ao menos, segurar o piano. Em suma, o ataque dos Cubs promete estar em pé com o do ano passado: quando quente, monstruoso, mas com um certo potencial para se tornar inconsistente em momentos importantes. Consertando isso, os playoffs estarão muito, muito perto.

Do outro lado da bola, o bullpen de Chicago deve continuar forte em 2019, apesar das saídas de Wilson e Chavez. Strop, Morrow, Cishek e Edwards Jr. combinaram para ótimos números no ano passado, isso com Morrow perdendo bastante tempo lesionado. Se os Cubs mantiverem esse desempenho, o bullpen tem tudo para ser mortal por mais um ano.

Se Brandon Morrow conseguir ficar saudável em 2019, o céu é o limite. Foto:
Charles LeClaire/USA TODAY Sports

A rotação, no entanto, provoca mais dúvidas. No papel, um grupo com Yu Darvish, Jon Lester, Cole Hamels, José Quintana e Kyle Hendricks é muito bom, mas a idade está começando a bater à porta – são 32 anos em média para o grupo, o que coloca em pauta uma possível regressão desses arremessadores. Além disso, como sabemos, Yu Darvish não teve a temporada sensacional que todos esperávamos em 2018; com um contrato pesado, ele precisa chegar nesta temporada com uma performance muito, muito melhor. Enfim, são muitas variáveis para a rotação; para mim, é a grande chave para o sucesso dos Cubs em 2019.

St. Louis Cardinals

2017: 83-79

2018: 88-74

Previsão 2019: Terceiro lugar

Impossível o torcedor dos Cardinals não ter ficado animado com a vinda de Paul Goldschmidt, e não há como tirar esse mérito deles. Superados por Brewers e Cubs no ano passado, o time de St. Louis investiu pesado para voltar aos playoffs. No entanto, a aposta parece um pouco hit or miss: conseguirá Goldy justificar seu contrato e os jogadores cedidos? Terão os Cardinals mais sucesso com seu novo manager, Mike Shildt?

Mike Shildt ajudou os Cards a beliscarem uma vaga na postseason ano passado, mas St. Louis acabou ficando de fora. Foto: AP Photo/Jeff Roberson

Bom, o infield é um bom ponto de começo para a análise. A adição de Goldy é um upgrade óbvio e Matt Carpenter é sempre muito bom, mas Paul DeJong, Jedd Gyorko e Kolten Wong têm muito o que provar em 2019. Será que eles conseguem melhorar seus números e solidificar o ataque dos Cardinals?

O outfield também desperta alguns questionamentos, na minha opinião. Marcell Ozuna é um grande jogador e Harrison Bader também deve ser um ponto positivo, após um 2018 incrível. Só que no right field a dúvida é grande: entre Dexter Fowler, Martinez e O’Neil, será que os Cardinals vão encontrar um titular confiável nos dois lados da bola? Em suma, acredito que o ataque de St. Louis comece melhorado em 2019, mas Paul Goldschmidt não será resposta para nada se o resto do time não contribuir.

Será que Goldy, Carpenter, Ozuna e cia. podem levar os Cardinals aos playoffs novamente? Foto: ArchCity Media

A rotação de 2019 dos Cardinals parece sólida, como de costume. Miles Mikolas e Jack Flaherty vêm de uma temporada muito forte; no resto do bolo, temos jogadores sólidos que devem alternar starts e participações no bullpen – Adam Wainwright, Michael Wacha, Carlos Martinez, Alex Reyes, Dakota Hudson…

Falando em bullpen, temos uma peça-chave clara: Jordan Hicks. Com a adição de Andrew Miller, os Cardinals podem ter um bom combo de reliever e closer. No restante, não me parece um grupo extremamente forte, mas St. Louis conta com bastante peças entre a rotação e o bullpen e pode fazer bom uso delas, se o manager Mike Shildt for sábio.

Acredito que os Cardinals façam um 2019 melhor que no ano passado, mas acho que lutarão mais pela vaga de wild card do que pelo título da divisão. Explico: mesmo com Goldy e a tendência de um ano mais forte, Brewers e Cubs têm mais profundidade em seus elencos – do outro lado, os coadjuvantes dos Cards têm mais o que provar… Ainda assim, a disputa da divisão promete e, como disse, não ficaria surpresa se os três arrancassem vagas nos playoffs!

Cincinnati Reds

2017: 68-94

2018: 67-95

Previsão 2019: Quarto lugar

Com uma offseason bastante agitada, o torcedor do Cincinnati Reds também ganhou bastante motivos para esperar, ao menos, uma média de .500: Sonny Gray, Alex Wood e Tanner Roark vieram ajudar uma rotação agora sem Homer Bailey nem Matt Harvey, e, claro, Yasiel Puig e Matt Kemp vão tentar ajudar um ataque já bem servido com Joey Votto e Scooter Gennett.

Joey Votto e Cincinnati merecem melhores dias. Será que a hora chegou? Foto:
Steve Mitchell/USA TODAY Sports

Mas, falando em Gennett, o infield sólido dos Reds levou um baque no Spring Training: o All-Star no ano passado lesionou a virilha, o que vai tirá-lo dos primeiros meses da temporada. Cabe, então, a Joey Votto, Eugenio Suárez, José Peraza e José Iglesias assumirem a bronca. Derek Dietrich, que teve um grande dia ontem, pode também ser uma grata surpresa: o certo é que Votto e Suárez precisam estar em boa companhia para que o time melhore.

Se o infield desperta algumas dúvidas, o outfield dos Reds parece em boas mãos com Puig, Kemp, Schebler, Winker e talvez até Senzel. É um grupo bastante promissor, que pode também ajudar a tirar a pressão dos representantes do infield no lineup.

Um dos jogadores mais controversos da liga parece feliz na casa nova. Foto: John Minchillo/AP

A rotação de Cincinnati certamente sofreu um baque com as saídas de Bailey e Harvey, mas a conta deve ficar balanceada com as vindas. Com Luis Castillo no comando Roark, Gray, Wood e DeSclafani devem fechar um grupo confiável. O bullpen, no entanto, pode gerar problemas. Após Raisel Iglesias, nenhum dos arremessadores do grupo realmente inspira confiança. Para que os Reds superem os Pirates no fundo da divisão, alguém precisa contribuir.

Pittsburgh Pirates

2017: 75-87

2018: 82-79

Previsão 2019: Quinto lugar

Eu espero que os torcedores dos Pirates me perdoem por essa, mas a realidade é que muitos times da divisão investiram pesado para 2019 e os Bucs não são um deles, com algumas pequenas adições pontuais de jogadores que não devem roubar a cena, como Jordan Lyles e Lonnie Chisenhall.

Contudo, se ninguém lá muito importante veio, Pittsburgh deu adeus a bons e velhos companheiros: Ivan Nova, Josh Harrison e Jordy Mercer deixaram os Pirates, gerando alguns buracos no time.

Josh Harrison teve anos abaixo da média recentemente, mas seu sorriso certamente dará saudade ao torcedor dos Bucs. Foto: Keith Allison

O lineup, pelo menos, ainda parece sólido: Cervelli é um dos melhores catchers da liga no bastão; Moran, Frazier, Gonzalez e Bell combinam para um infield de respeito, e Starling Marte, Gregory Polanco e Corey Dickerson formam um outfield de grande potencial. De fato, o ataque dos Bucs não denuncia o modesto quarto lugar no ano passado. Talvez o quarto lugar dos Pirates denuncie o restante do grupo, sabem por quê? O ataque é muito bom, mas precisa carregar uma rotação errática.

Cara, a rotação do Pittsburgh Pirates me preocupa bastante. Todos ficamos felizes com a vinda de Chris Archer no ano passado, mas todos vimos no que isso deu. Além dele, Jameson Taillon, Joe Musgrove, Trevor Williams e Jordan Lyles formam um grupo… questionável, para dizer o mínimo, em que nem o melhor braço do grupo pode ser considerado um bom braço.

O bullpen, por outro lado, é bastante talentoso, mas uma longa temporada com muitos innings de participação podem fazer despencar sua performance. Se os starters de Pittsburgh conseguirem segurar o tranco e o ataque produzir, Vázquez, Krick, Kela e Rodríguez podem conseguir saves à beça e me fazer passar vergonha com essa previsão de lanterna.

Mas é que eu acho a rotação dos Pirates muito, muito ruim, logo não acho que isso vá acontecer. Foi mal, piratas de plantão.

Ainda assim, o Felipe Vázquez joga MUITO. Foto: Pittsburgh Post-Gazette

OK, agora vocês falam

E aí, torcedor, você concorda comigo? Por favor, sobreviva a essa coluna inteira e me diga a sua opinião, me xingue, me idolatre, mas fale de mim. Valeu!

#MLBdaMassa #ThisIsMyCrew #TimeToFly #EverybodyIn #LetsGoBucs #BornToBaseball

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Bianca Segatt Ractz

Brewerzista, editora-chefe do @MILDepreshow, colorada, tradutora e revisora nas horas vagas.

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3 thoughts on “TRÊS NOS PLAYOFFS DE 2019 NA NL CENTRAL?”

  1. Mais um texto incrível, Bianca! Sempre um prazer ler o que vc escreve. Brewers leva a divisão e St. Louis vão como WC. Os filhotinhos de urso vão ver os playoffs de casa.

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