fbpx
Chicago Cubs

VERGONHA HISTÓRICA EM CINCINNATI

Pela primeira vez em mais de 30 anos os Cubs são varridos em quatro jogos pelos Reds

Fala, galera da massa! O que dizer após o colapso inesperado, após o cataclismo absoluto, após o mais retumbante e inaceitável fracasso? Audaciosamente tentarei dizer algo a você, querido leitor, com o coração inconformado e dilacerado.

Contudo, palavras não podem expressar adequadamente a dimensão do fiasco e da vergonha protagonizada pelos Cubs em Cincinnati. Eis aqui uma frágil tentativa de ao menos relatar os fatos em benefício do amor incondicional aos Cubs e ao beisebol. Vamos nessa!

CUBS @ REDS

Quinta-feira (21/6): Reds 6 x 2 Cubs

No primeiro duelo da série, tudo caminhava bem e dentro da normalidade até a sexta entrada. Os Cubs abriram o placar na terceira, anotando duas corridas impulsionadas por Báez, após bom trabalho de Bryant e Heyward, este último o grande destaque da equipe no bastão, com quatro rebatidas em cinco at bats.

Porém, na sexta entrada o colapso foi cataclísmico. Hendricks (L, 5-7), que até então vinha bem, desmoronou; mas o pior ainda estava por vir. Rosario entrou para apagar o fogo, mas só o que conseguiu foi provocar um incêndio de proporções fatais. Resultado: entrada de seis corridas para os Reds e jogo resolvido no Great American Ball Park.

Pelo bullpen, na sequência, Zastryzny e Hancock entraram e foram praticamente impecáveis. Mas o crime já estava cometido e ninguém conseguiu no bastão oferecer resposta ao resultado adverso. Mal sabia o combalido torcedor naquele momento que o pesadelo estava apenas começando!

Sexta-feira (22/6): Reds 6 x 3 Cubs

Mais uma derrota de virada, mais uma noite infeliz da rotação. Desta vez foi Quintana (L, 6-6) que decepcionou o mais apaixonado torcedor do esporte mundial, com uma performance lamentável: 5.0 IP, 9 H, 4 ER, 2 BB, 3 K!

É bem verdade que o bullpen também não ajudou em nada, pelo contrário. Bass foi o único a entregar uma entrada sólida; mas depois Wilson e Zastryzny cederam corridas que consolidaram a amarga derrota.

Ah, mas o bastão também não deixou por menos e fez questão de fazer a sua parte para garantir o fiasco. Atuação ridícula de apenas quatro hits por parte do ataque, com Zobrist (2 H), Báez (RBI) e Schwarber (2-run homer) sendo as solitárias exceções. Pouco, muito pouco!

Sábado (23/6): Reds 11 x 2 Cubs

No sábado de beisebol, Maddon resolveu fazer uma experiência, em decorrência do desgaste da rotação pelo acúmulo de jogos, e escalou o jovem reliever Luke Farrell, com números aceitáveis na temporada até então, para iniciar o confronto no montinho. Decisão temerária numa série em que tudo estava dando errado. Não deu outra: o malogro foi devastador e categórico!

Farrell (L, 2-3), mediocremente, durou pouquíssimo: 2.2 IP, 2 H, 3 ER, 2 BB, 4 K! Contudo, mais uma vez o pior ainda estava por vir. Duensing entrou no seu lugar e teve uma das piores atuações entre os arremessadores dos Cubs na temporada, e uma das piores da sua carreira: 1.1 IP, 4 H, 5 ER, 1 BB, 1 K! Resultado: ainda na terceira entrada os vermelhos venciam por desmoralizadores 8 a 1, e o estrago estava feito para além de qualquer sonho de redenção.

Daí em diante o jogo se arrastou quase como uma tortura medieval, e para colocar um ponto de exclamação na nossa vergonha, na oitava Maddon ligou o “foda-se” no turbo, e o catcher Gimenez foi para o montinho ceder mais três corridas. Pense em vergonha humilhante, amigo cubbie; agora multiplique pelo 7 a 1 da Alemanha; pronto, eis aí o que foi o último sábado do Chicago Cubs!

Só para constar: Zastryzny, Bass e Cishek entraram e passaram incólumes. No bastão, Contreras e Zobrist anotaram os solitários e inúteis home runs que ao menos impediram o constrangimento adicional do shutout. No mais, o bastão foi medíocre novamente (6 H; 7 LOB), uma constante nessa série.

Domingo (24/6): Reds 8 x 6 Cubs

Como se tudo isso não bastasse, para finalizar da maneira mais dolorosa e revoltante possível para o torcedor apaixonado, os Cubs pipocaram e entregaram um jogo praticamente ganho, levando uma virada inacreditável, inaceitável, obscena, desprezível!

Estava em jogo evitar uma varrida que não acontecia desde 1983 (!), e os Cubs entraram pilhados e determinados em não fazer história de modo tão negativo. Montgomery, em grande fase, entregou seis entradas sólidas, e no bastão a equipe deitou e rolou na quinta, anotando cinco corridas, impulsionadas por Heyward (double), Báez (single) e Rizzo (2-run homer). Tudo parecia bem, o resultado sacramentado.

No topo da sétima os Cubs ainda ampliaram para 6-1 com mais um ronron, desta vez de Almora Jr. Então a desgraça imponderável apareceu… imponderavelmente desoladora! Os Reds anotaram sete corridas na parte baixa da entrada, oferecimento de Montgomery e Strop (L, 3-1; até tu, Strop?), ambos catastróficos.

Foi uma das sequências de arremessos mais desastrosas que já tive o desprazer de ver como fã do beisebol. Um blackout de dar ânsia de vômito! Sério… não existem palavras para descrever tanta incompetência! Vergonha total! O que mais dizer? Melhor não dizer mais nada e tentar esquecer. Levantar e esquecer.

ATUALIZAÇÕES DO ACTIVE ROSTER

Yu Darvish

Segue sendo tratado com o máximo de cautela e passou a última semana realizando treinos e sessões de arremessos minuciosamente monitoradas. Os indicadores são positivos, mas ainda não há previsão para a sua volta. É quase certo que retornará ao campo somente após o jogo das estrelas, na segunda metade de julho.

Carl Edwards Jr

Outro jogador que, pela sua importância para o time, vem sendo acompanhado com muito cuidado pelo departamento médico. De todo modo, é fato que está em fase final de recuperação. Havia uma forte expectativa de que ele atuaria já na última semana, o que não aconteceu. Deve retornar na série contra os Dodgers em Los Angeles.

Rob Zastryzny

O pitcher canhoto foi colocado na 10-day Disabled List no último domingo (24/6) com uma lesão nas costas.

Justin Hancock

Reintegrado ao active roster em substituição a Zastryzny.

Cory Mazzoni

Também voltou ao active roster no último domingo, substituindo Farrell.

Luke Farrell

Após o desastre do sábado, foi realocado para o triple-A Iowa Cubs.

SITUAÇÃO DA CENTRAL

Poderia ser bem pior. Felizmente para os Cubs, Brewers e Cardinals fizeram uma série acirrada em Milwaukee, que terminou empatada em 2-2. Desse modo, nem os cervejeiros se distanciaram muito e nem os pardaizinhos patéticos encostaram.

Sendo assim, seguimos na segunda posição da Central (42-33) apenas duas vitórias atrás dos líderes (45-32), e duas e meia à frente da freguesia do Missouri (40-36). Os piratinhas de água doce seguem em irremediável queda livre, agora com 36-41, e os vermelhos medíocres, apesar da evidente melhora nas últimas semanas, continuam o seu calvário de irrelevância com 32-45.

PRÓXIMOS JOGOS DOS CUBS

25/6, 23h e 00min: @ Dodgers (ESPN)

26/6, 23h e 00min: @ Dodgers

27/6, 23h e 00min: @ Dodgers

28/6, 16h e 10min: @ Dodgers

29/6, 18h e 05min: vs Twins

30/6, 15h e 20min: vs Twins

01/7, 15h e 20min: vs Twins

#MLBdaMassa #CubsdaMassa #EverybodyIn

Tags
Mostre mais

Fernando Franca

Um mineiro latino-americano que ama o Vasco e os Dodgers e acredita que o Baseball é o melhor esporte já inventado.

Artigos Relacionados

4 thoughts on “VERGONHA HISTÓRICA EM CINCINNATI”

  1. Se a proposta desse site/blog (sei lá como vocês se definem) for fazer uma cobertura jornalística, seria de bom tom evitar a utilização de expressões exageradas tal como “o mais retumbante e inaceitável fracasso”.
    Inaceitável é o uso de anabolizantes por atletas, a manifestação racista de alguns torcedores, esquemas fraudulentos empregados por diretorias de clubes (escandalo dos Cardinals). Perder quatro jogos não é algo inaceitável, pode ser algo frustrante, mas faz parte do esporte.
    Sejam profissionais.

    1. A proposta do site, caro Guilherme, é fomentar o interesse pelo beisebol no país, oferecendo informação e conteúdo em português para ajudar a aproximar os torcedores brasileiros, novos e antigos, e as suas franquias de coração. O tom clubístico a que você se refere é totalmente intencional, com toda a carga emocional e figuras de linguagem que lhe são pertinentes. A ideia aqui é oferecer sim um conteúdo jornalístico, isto é, informativo, acima de tudo, mas dentro de um contexto passional e parcial, de torcedor para torcedor. Essa é a razão porque a cobertura de cada time é feita por um colunista diferente e independente, torcedor do mesmo; justamente para que essa dimensão subjetiva da perspectiva do torcedor apaixonado esteja presente. É seu direito não gostar desse estilo de jornalismo e publicação. Cada um na sua. Tem quem goste e a vida segue.

  2. Já tenho, como torcedor dos Dodgers, com quem compartilhar a vergonha de ter sido varrido pelos Reds. É uma espécie de vácuo na existência!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close